Bola ao Alto

Até Londres 2012

Para quem não acreditava, os jogadores brasileiros conseguiram provar que quando se joga coletivamente, tudo dá certo. Claro que durante  a competição e, principalmente, nas últimas partidas, o talento e segurança em quadra de alguns jogadores como Marcelinho Huertas e Rafael Hettsheimer, fizeram a diferença.

O Brasil perdeu a final do Pré-Olímpico de Mar del Plata para a Argentina por 75 a 80. Claro que o ideal seria o título, mas no dia anterior (sábado), os brasileiros fizeram a semifinal com gosto de final contra a República Dominicana. Vencemos os dominicanos por 83 a 76 e garantimos a vaga para as Olimpíadas de Londres 2012, após 16 anos sem participar deste evento.

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Na primeira fase do torneio, mesmo quando vencia a seleção brasileiro não convencia. Errou fundamentos básicos do esporte e permitiu seleções como a Venezuela, impor seu ritmo de jogo. Mas na segunda fase do Pré-Olímpico o que se viu foi uma seleção bem diferente. Com mais vontade e mais organizada dentro de quadra. Passou para a semifinal invicto, vencendo, inclusive, os argentinos.

Além de mostrar que o basquete brasileiro tem muito potencial,  a seleção provou que pode seguir em frente sem Nenê e Leandrinho. É importante que quem defenda o Brasil demonstre, entre outras coisas, o amor e a vontade de vestir a camisa. Anderson Varejão ficou de fora por lesão, e, com certeza, deve ter sua vaga para as Olimpíadas.

Marcelinho Huertas, o melhor do Brasil na quadra

Marcelinho Huertas foi o destaque do Brasil no Pré-Olímpico. Em algumas partidas pode não ter marcado muitos pontos, mas ele representou o equilíbrio dentro de quadra. Foi o homem de confiança do técnico Rubén Magnano.

Logo após a final, a organização do torneio divulgou a seleção do campeonato, e o armador estava na lista. Além de Huertas, o time dos melhores da competição conta com dois argentinos (Manu Ginóbili e Luis Scola), um dominicano (Al Horford) e um portorriquenho (Carlos Arroyo). Cestinha da final, o ala-pivô Luis Scola recebeu o prêmio de MVP, como jogador mais valioso do campeonato.

Eu destacaria outros dois nomes do Brasil. Os pivôs Rafael Hettsheimer e Marquinhos. O primeiro, além de ser cestinha em algumas partidas, conseguiu marcar muito bem o argentino Luis Scola. Já o segundo, também pontuou bastante no campeonato e supriu bem uma deficiência da seleção nos rebotes defensivos. Tiago Splitter não surpreendeu. Foi um jogador mediano e ficou devendo na marcação e rebotes ofensivos.

BRASIL NO PRÉ-OLÍMPICO

1ª Fase

Brasil 92 x 83 Venezuela

Canadá 57 x 69 Brasil

Brasil 74 x 79 República Dominicana

Cuba 83 x 93 Brasil

2ª Fase

Brasil 93 x 66 Uruguai

Panamá 65 x 90 Brasil

Brasil 73 x 71 Argentina

Porto Rico 72 x 94 Brasil

Semifinal

Brasil 83 x 76 República Dominicana

Final

Brasil 75 x 80 Argentina

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