Bola ao Alto

“Mais fácil, impossível!”

A frase feita do título resume toda a campanha brasileira na Copa América de Basquete Feminino/Pré-Olímpico-2011. Time Campeão, seis vitórias e nenhuma derrota, melhor ataque e melhor defesa, jogadora da competição, Érika, e vaga assegurada para Londres 2012. Com todos esses índices regulares, existe alguma possibilidade desse time ter erros graves? A verdade é que o campeonato continental desse ano estava fraco, contudo não é justo tirar os méritos de uma seleção que mostrou um crescimento defensivo incrível e que ainda possui um dos melhores esquadrões de pivôs do Mundo. A vitória na final em cima da freguesia argentina por 41 pontos de diferença prova o quanto o basquete brasileiro mudou o pensamento defensivo.

Estreante bom de promessa

Ênio Vecchi, técnico campeão pela seleção brasileira, assumiu sob desconfiança de todos, muito por nunca ter treinado antes um time feminino, mas mostrou que não faltou entrosamento com as meninas. Sem Iziane, eterna dor de cabeça a ser resolvida pela CBB, ele se viu obrigado a valorizar mais o jogo coletivo, e, passar mais confiança as jovens valores, como: Clarissa, Nádia, Babi e Damiris. Para completar, Ênio cumpriu uma promessa que havia feito; raspar o bigode caso o título viesse.

Do Paraguai à Argentina

Começo de competição é sinônimo de nervosismo para vários times de esportes coletivos. Mas, não foi o caso da seleção brasileira feminina, que chegou com confiança a Neiva. Claro, depois do título em um campeonato preparatório em Pitalito-Colômbia, somado a vinda da grande estrela Érika, tudo indicava que o Brasil não teria dificuldade para alcançar a vaga olímpica.

Contra o Paraguai, o Brasil aniquilou o adversário logo no primeiro quarto. Usando bem a estatura de suas pivôs, o resultado foi um vexame para as guaranis: 117 a 34.

Depois, vieram os confrontos mais difíceis do grupo. Canadá e Jamaica não conseguiram criar dificuldades a defesa brasileira. Resultado: apenas 89 pontos sofridos pelo Brasil nesses dois jogos, 39 contra o Canadá e 50 diante da Jamaica.

Para fechar a primeira chave, jogar, ou melhor, treinar contra México. A outra baba do grupo, não poderia oferecer muitos perigos. Porém, o Brasil jogou relaxado e venceu por uma diferença não tão boa.

Hora da decisão: Contra Cuba, Adrianinha resolveu jogar tudo que sabe. Não que ela não estivesse bem na competição, mas foi naquele momento que seu talento prevaleceu e conseguiu elevar o poder ofensivo de sua seleção. Vitória e classificação para a final contra a Argentina.

No último jogo, a história se repetiu. O duelo foi uma reedição do encontro passado entre os dois rivais da América do Sul. Parecia que o jogo preparatório para o Pré-Olímpico, que havia acontecido dias atrás na própria Colômbia, estava sendo reprisado. O Brasil marcou forte e anulou as infiltrações da Argentina. O título valeu mais uma vez o direito de jogar uma Olimpíada, fato que acontece continuamente desde 1992 para o basquete feminino.

RESULTADOS DO BRASIL NO PRÉ-OLÍMPICO

BRASIL 117 X 34 PARAGUAI

BRASIL 56 X 39 CANADÁ

BRASIL 73 X 50 JAMAICA

BRASIL 88 X 61 MÉXICO

BRASIL 66 X 53 CUBA

BRASIL 74 X 33 ARGENTINA

SELEÇÃO DO CAMPEONATO:

Adrianinha (Brasil), Oyanaisy Gelis (Cuba), Kim Smith (Canadá), Érica Sánchez (Argentina) e Érika de Souza (Brasil)

MELHOR JOGADORA DO CAMPEONATO:

Érika de Souza (Brasil)

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