Bola ao Alto

Feminino do Brasil: Segunda derrota e uma repetição de erros

Até quis me empolgar, por um certo momento, com o desempenho do basquete feminino durante a partida contra a Rússia. Isso porque a seleção até conseguia diminuir a diferença no placar, empatava, e no terceiro quarto foi quando eu pensei que teríamos alguma chance. Ilusão. Com uma diferença de dez pontos, 69 a 59, seleção brasileira feminina sofre sua segunda derrota na competição e vai precisar vencer a Austrália e o Canadá para avançar para a próxima fase.

A situação é complicadíssima para o nosso basquete feminino que não consegue fazer uma boa marcação e é muito dependente de Érika nos rebotes. Para conseguir passar para a próxima fase vai ser preciso mais técnica, mais inteligência. Muitas meninas do grupo brasileiro ainda não se deram conta de que o nível do basquete nas Olimpíadas é alto, é exigente. Particularmente, nunca vi um time tão fraco em quadra.

Arremessos precipitados, jogadas que pouco surtiram algum efeito, bolas perdidas embaixo do aro, mas acredito que o maior pecado é a marcação. Prova disso são as constantes faltas marcadas. O Brasil tem uma grande dificuldade de sair de um corta-luz, por exemplo, sem fazer uma falta. Sem falar que não entendo essa mania de parar de jogar no fim do último quarto.

As parciais do jogo foram 19 x 18 (1º quarto), 31 x 26 (2º quarto), 49 x 43 (3º quarto), 69 x 59 (4º quarto), Rússia sempre à frente. Érika foi, sem dúvida, a melhor jogadora em quadra. Com um duplo-duplo, a pivô foi o destaque brasileiro ao marcar 15 pontos e conseguir 18 rebotes. Ela foi a cestinha da Seleção e do jogo.

O próximo confronto das comandadas de Luis Tarallo voltam a quadra na próxima quarta-feira, contra a Austrália.

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