Bola ao Alto

Basquete feminino perde a 3ª e se complica em Londres

A derrota por 67 x 61 para a Austrália não foi nenhuma surpresa. Acredito que o mais inesperado foi a pouca bola que as australianas jogaram. Os dois primeiros quartos de jogo foram feios, difíceis de assistir. Muitas cestas perdidas, nada de jogadas bem elaboradas. Até Lauren Jackson deixou muito a desejar, errou muitos arremessos. Mais uma vez foi notável a dependência do Brasil por Érika. A pivô fez 2 faltas ainda no primeiro quarto e o técnico Tarallo optou por tirá-la para não correr o risco de perdê-la cedo. Resultado: rendimento brasileiro caiu.

O jogo foi para o intervalo no primeiro tempo com uma diferença de 13 pontos, 31 a 18. Na volta para o terceiro quarto a partida ganhou mais ritmo. Brasil e Austrália voltaram querendo mais jogo. Clarrisa, que pouco fez contra a Rússia, entrou mai concentrada e conseguiu ser um pouco mais efetiva, 10 pontos. Quem também melhorou na segunda parte do confronto foi a australiana Lauren Jackson que marcou 18 pontos na partida. O destaque em quadra ficou com a Karla, cestinha do Brasil e do jogo com 22 pontos.

No fim do último quarto as brasileiras até tentaram esboçar alguma reação. Faltando 50 segundos o placar chegou a ter a diferença de apenas 4 pontos, 65 a 61, mas depois de falta em Jackson, a ala-pivô converteu e o Brasil não conseguiu empatar e levar o jogo para prorrogação.

Eu esperava um placar mais elástico a favor da Austrália e, pela primeira vez, vi o processo acontecer ao contrário. Geralmente o Brasil desiste de jogar no fim, e desta vez as brasileiras começaram a gostar do jogo quando já não tinha tempo de buscar os pontos. Em último lugar no grupo, a Seleção Brasileira precisa vencer Grã-Bretanha e Canadá para chegar ao quarto lugar no grupo e avançar às quartas de final dos Jogos de Londres. Assim enfrentariam o tão temido Estados Unidos.

O próximo jogo do Brasil será contra o Canadá, nesta sexta-feira, às 10h30 (de Brasília).

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