Bola ao Alto

Nova temporada da LBF: podemos ter esperança?

Compromisso de “resgate moral”. Assim alguns veículos destacaram a informação do lançamento da LBF nesta terça-feira (12). Para os amantes esperançosos do basquete, é difícil entender o real significado disso. Que momento vive o basquete feminino brasileiro? Praticamente não se fala, não se noticia, pouco se discute. Quem são as mulheres que fazem parte, atualmente, das equipes do nosso país? Você saberia dizer quais times fazem parte da Liga de Basquete Feminino? O trabalho de resgate é amplo, muito amplo.

Lançamento da LBF aconteceu nesta terça-feira. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

É dar condições de trabalho para as nossas atletas, é ter um campeonato com uma boa organização e uma divulgação que consiga chegar ao público. É despertar o interesse até mesmo de quem gosta e acompanha basquete, fazer com que esse público busque conhecer essa nova geração e o que ela tem para oferecer. Os jogos serão transmitidos 100% pela internet.

As nossas referências do basquete feminino são muito antigas. Quem nasceu nos anos 2000 talvez nem saiba quem foram as últimas estrelas da nossa seleção brasileira. Ainda mais concentrada em São Paulo, a LBF tem dois representantes nordestinos, o Sampaio Basquete, do Maranhão, e o Uninassau Basquete, de Pernambuco.

O maior destaque do basquete maranhense, Iziane Castro, assumiu como diretora técnica no time do Sampaio Basquete para ir em busca do bicampeonato da LBF. O maior desafio da ex-atleta é montar uma equipe competitiva. Após comemorar o título da LBF 2015/2016, Iziane disputou as Olimpíadas do Rio 2016 e logo em seguida se aposentou das quadras.

Ricardo Molina, atual presidente da LBF, em entrevista coletiva no lançamento do Ituano, no início de dezembro, afirmou que, enquanto as outras modalidades andaram, o basquete feminino não andou. A matéria prima existe, tem gente fazendo categoria de base. Liga de Desenvolvimento é o caminho, mas para fazê-la, precisam da autorização da CBB. Ele ainda afirmou que o basquete feminino parou no tempo, e o que ele vê acontecer nesses últimos meses é que tem muito para se fazer. “Na medida que tivermos mão de obra e que a gente consiga transformar a LBF agradável para patrocinadores, tenho certeza de que a Liga se tornará forte e o campeonato maior”, destacou.

Como eu disse, é muito trabalho. Resta saber o quanto realmente as pessoas envolvidas estarão dispostas a se empenhar por esse resgate. O basquete, o esporte, é feito de ídolos, e o basquete feminino foi deixado de lado. Será que podemos ter realmente alguma esperança?

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