Bola ao Alto

Conheça o torcedor número 1 do Basquete Cearense

Com um sorriso um pouco tímido, Lucas vai cumprimentando quem chega para organizar a partida no ginásio Paulo Sarasate. Exatamente, os que chegam para trabalhar. Isso porque o torcedor número 1 do Basquete Cearense, como é conhecido, geralmente chega ao ginásio quando ainda faltam, pelo menos, duas horas para o início do jogo.

Lucas Maximino tem 24 anos e é estudante de educação física, além de um apaixonado por basquete. Foto: Stephan Eilert/Basquete Cearense

Fala com os torcedores, deseja boa sorte aos jogadores, quase como em um ritual, o estudante de educação física não falta partida do Carcará em casa. O filho caçula de dona Meire tem 24 anos, já foi atleta paralímpico de natação e, claro, de basquete, chegando a disputar o Campeonato Nordestino de Basquete em Cadeira de Rodas pelo time da ADM-CE (Associação dos Deficientes Motores do Ceará), além de também ter treinado com a equipe da ADECE (Associação Desportiva dos Deficientes Físicos do Estado do Ceará).

Apaixonado pela modalidade, Lucas Maximino relembra como foi saber que o estado do Ceará teria um representante no NBB. “Em 2012, vi a divulgação que em Fortaleza teríamos um time chamado Basquete Cearense e implorei para a minha tia me levar para assistir. Quando chegamos na Unifor (onde o time disputaria uma partida), fiquei fascinado pelo que vi. No fim do jogo, tentei falar com o o técnico Alberto Bial e seus jogadores, fui muito bem recebido, com carinho, respeito e amor por todos eles. Tirei fotos e foi amor à primeira vista, de lá para cá, não perdi mais nenhum jogo”, contou o estudante.

Fã de Michael Jordan e de Rashaun McLemore, ala-armador do Basquete Cearense, Lucas coleciona momentos inesquecíveis com o time do coração. Na partida contra o Vitória, no dia 31 de janeiro deste ano, no ginásio Paulo Sarasate, o estudante foi convidado para fazer arremessos no intervalo e foi surpreendido com uma cadeira de rodas nova, personalizada com o escudo da equipe.

“Moro em um bairro periférico de Fortaleza, onde a acessibilidade não é muito boa o que causou alguns problemas na minha cadeira de rodas. Para a minha surpresa, no intervalo do jogo contra o Vitória fui presenteado com uma cadeira nova, com o símbolo do Carcará, que foi entregue pelo presidente do time, Thális Braga. Eu nunca vou esquecer esse dia”, relembrou Lucas Maximino.

Ele também acompanha o futebol e é torcedor do Fortaleza, mas é o basquete que faz o coração bater mais forte, não tem jeito. “Eu quero muito que o Basquete Cearense seja conhecido mundialmente”, almeja o estudante. A modalidade é o seu grande amor e fonte de inspiração:

“O Basquete Cearense é minha fonte de inspiração para os desafios que enfrento como cadeirante. Quando estou em um jogo, esqueço completamente dos meus problemas. Amo esse time!”

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