Ceará & Rock

Ponto.CE: Conheça a banda Far From Alaska, mais uma atração do evento

Foto: Divulgação

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Formada há dois anos, a banda Far From Alaska será mais uma atração da primeira noite musical do Festival Ponto.CE. A banda natalense será a segunda a se apresenta nesta sexta-feira, 7, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Uma das vocalistas do grupo, Cris Botarelli conversou com o Ceará & Rock. Ela, que também toca Lap Steel e Sintetizador, falou sobre a originalidade da banda. “Não dá pra dizer sobre influências, somos bem diferentes uns dos outros aí fica aquela loucura de gostos. Talvez isso seja bom haha”. Confira a entrevista completa:

Ceará & Rock: Como a banda enxerga essa apresentação no Festival Ponto.CE

Cris Botarelli: Estamos ansiosos! O Ponto.CE sempre teve uma importância enorme e é sempre um prazer tocar em Fortaleza, somos sempre muito bem recebidos. Espero que o público curta tanto quanto vamos curtir.

C&R: Falando um pouco sobre o disco de vocês (modeHuman) e sobre como vocês resolveram cantar exclusivamente em inglês? Como funciona o processo de criação das músicas e quais as influências para as letras.

CB: Não tem absolutamente nenhum motivo a mais do que: a gente gosta de cantar em inglês. É como nos sentimos mais confortáveis, é como traduzimos mais nossa vivência no rock (a maioria de coisas que escutamos é nessa língua) e só. A composição é bem aleatória, em estúdio, construímos as músicas todos juntos, num processo livre de confluência de idéias, não existe nenhum conceito amarrado que não possa ser revirado quando estamos compondo juntos. Quanto à influência das letras, são todas de cunho pessoal, experiências ou situações vividas, etc.

C&R: Vocês fazem um rock pesado, com elementos eletrônicos. Como foi surgindo essa mistura tão bacana?

CB: O fato de termos iniciado a banda sem qualquer proposta de como ela deveria soar fez com que tivéssemos liberdade pra fazer um som muito nosso, com a nossa cara. Os elementos eletrônicos vieram por conseqüência dessa “liberdade” toda de composição. O sintetizador, por exemplo, não estava na formação original (eu era, na verdade baterista dessa banda), mas sentimos que seria bacana, então colocamos. Não temos muitas restrições, nem frescuras! A gente gosta é de qualquer coisa que faça barulhos. Se for um barulho esquisito, então…

C&R: Mesmo com muita coisa boa surgindo fora do eixo Rio-São Paulo, a impressão é que as coisas são mais simples para as bandas dessas duas cidades. C&R: Como vocês observam a cena independente no Nordeste, em especial as de Natal e Fortaleza?

CB: Eu não sei se é mais simples, pode ser só impressão. Em relação ao que deveria ser, inclusive, acho que esse eixo exporta poucas bandas (no rock independente). O Nordeste tem uma cena fantástica. Natal, em especial, que é onde moramos e conhecemos, existe uma cultura roqueira muito legal, de bandas boas e diversas em estilos dentro do rock, que cada vez mais se profissionalizam nos equipamentos, nos registros de áudio e vídeo e, que contam com um público que consome a música local e vai aos shows. Existe, por exemplo, o emblemático caso do Festival Dosol, aqui em Natal, que traz bandas do país inteiro e algumas internacionais, mas os headliners quase sempre são bandas daqui mesmo. Não por bairrismo e sim porque é o que o público quer ver, são os shows mais lotados e etc. Não sei quantas cidades do Brasil podem se vangloriar disso tanto quanto nós. haha.

C&R: Nos shows, a Far From Alaska costuma tocar algum cover, pra mostrar ao público as referências da banda?

CB: Não, até faríamos por diversão, mas no show tocamos apenas autorais. Aliás, não acreditamos em ‘mostrar referências da banda’. A música deve falar por ela mesma, não existe necessidade de validação do som através de uma ‘referência’, que curiosamente tem sempre que ser uma banda muito grande, muito famosa e aclamada e clichê do gosto roqueiro. A gente incita a todos que têm banda irem atrás do seu som, do seu jeito, do contrário, é melhor fazer uma banda tributo!

C&R: Quais os projetos do grupo para 2015?

CB: Como lançamos o disco em maio desse ano, nosso plano em 2015 continua sendo rodar o Brasil com esse registro na mochila e tocar no máximo de locais possível! Queremos também lançar clipes do disco, tem algumas coisas engatilhadas. Fiquem ligados que, no tempo certo, eles vão aparecer!

Veja o videoclipe da canção Dino vs. Dino:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=J1x890Fmqkc[/youtube]

Para saber detalhes da programação do festival e sobre troca de ingressos, clique aqui.

 

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