Ceará & Rock

Sonata Arctica em Fortaleza tem casa lotada e show histórico

Foto: Cinthia Venâncio

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Não chega a ser incomum ouvirmos que no Ceará não há muitos headbangers, ou ainda que grandes shows de heavy metal nunca serão parte da nossa realidade. Neste sábado, 21, tudo isso foi desmentido e o nosso estado, outrora chamado de “terra do forró”, mostrou ser também a terra do Metal.

Foto: Yago Resende / Divulgação

Foto: Yago Resende / Divulgação

Um público de aproximadamente 2 mil pessoas, que lotou o Complexo Armazém, presenciou uma apresentação histórica do grupo finlandês de Power Metal Sonata Arctica. Em show de cerca de 1 hora e 40 minutos, a banda executou canções de seu último disco, “Pariah’s Child”, e emocionou os fãs mais antigos com grandes clássicos da primeira fase do Sonata.

Foto: Cinthia Venâncio

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Após boa apresentação da banda cearense Hostile Inc., que aqueceu os presentes com seu bom e já reconhecido Death Metal Melódico; a banda, formada por Mac Hostile (Voz), Yuri Leite e Júnior Maia (Guitarras), Rodrigo End (Bateria) e Adriano Abreu (Baixo) e que já possui um história de quase 20 anos, representou muito bem o metal cearense.

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Por volta das 22h05min, apagam-se as luzes do palco e logo é possível escutar as primeiras notas da introdução; o primeiro integrante a aparecer é o baterista Tommy Portimo, depois Henrik Klingenberg (teclado), Elias Viljanen (guitarra), Pasi Kauppinen (baixo) e o vocalista Tony Kakko o acompanharam.

Foto: Cinthia Venâncio

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A banda abriu o show com a canção que também é abertura do “Pariah’s Child”; apesar de ter sido bem recebida pelos fãs, “The Wolves Die Young” deu uma amostra de que as canções mais recentes não eram as mais esperadas. Depois vieram “Losing My Insanity”, do álbum “Stones Grow Her Name” e “My Land”, do debut “Ecliptica” e que comprovou que as músicas da primeira fase do Sonata Arctica agradariam bem mais o público.

O primeiro grande momento de emoção foi em “Replica”, quando os fãs soltaram a voz e cantaram junto de Kakko. A canção de “Ecliptica” foi seguida de “Cloud factory” e “Black Sheep”, que levantou o público. Depois, mais um momento de emoção, com a lenta “Letter to Dana”, que foi acompanhada de “Paid in Full”, “I Have a Right” e “X-marks The Spot”.

Foto: Cinthia Venâncio

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Os últimos momentos do show foram marcados por uma sequencia de clássicos, que teve início com “Tallulah”, onde o público cantou a plenos pulmões, a ponto de abafar a voz de Tony Kakko nos refrãos; depois foi a vez de “Fullmoon”, que foi o momento mais esperado por este blogueiro e que fica até difícil comentar, pois considero o maior momento de todo show, os “run away, run away, run away” com paradas de todos os instrumentos devem ter influenciado bastante para que os fãs tenham passado o domingo sem voz.

Para completar a bela sequencia de clássico, vieram as explosivas “Kingdom for a Heart” e “San Sebastian”, que finalizaram a primeira parte do show. Na volta, “Blood” foi a primeira música apresentada e, apesar da boa vontade dos fãs, comprovou que as canções mais recentes ainda não caíram nas graças dos cearenses. Depois “8th Commandment” e “Don’t Say a Word” finalizaram de maneira memorável um show histórico.

Carinho e bom humor

Foto: Cinthia Venâncio

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O baterista Tommy Portimo surpreendeu o público ao subir ao palco com a camisa 10 da Seleção Brasileira, com o nome do maior nome do futebol nacional, Neymar Jr.

Foto: Cinthia Venâncio

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Tony Kakko parece ter pesquisado sobre Fortaleza. Em certo momento ele brincou: “Fiquei sabendo que Fortaleza tinha 2,5 milhões de habitantes. Isso é fantástico, pois temos 5 milhões na Finlândia inteira”. O líder da banda também retribuiu o carinho dos fãs “abraçando-os” e desejando um novo encontro em breve.

Organização e serviços

A produção do show foi praticamente impecável no que se refere à pontualidade. Além disso, iluminação e som também tornaram o espetáculo ainda melhor. Colocar a Hostile Inc. para abrir o show também é algo que merece referência, pois temos ótimas bandas na cidade, mas que nem sempre são valorizadas pelas produtoras; a forma como o público recebeu a banda mostrou que isso deveria ser regra, não exceção.

Ponto [quase] negativo

Comprar bebidas não era uma tarefa muito fácil. Os bares para quem estava na pista estavam localizados à esquerda do palco, enquanto os caixas ficavam à direita e com a casa lotada, ficava bem complicado atravessar de uma extremidade à outra. Pior ainda para quem estava no camarote, que teria que descer e atravessar o público duas vezes para comprar uma simples água, já que não haviam bares no setor mais caro.

Falta de educação

Lamentável ter que comentar isso, mas tenho obrigação jornalística. Algumas pessoas comentaram que garrafas eram jogadas para o alto e, como tudo que soube também desce, as mesmas acabaram atingindo algumas pessoas. Também acabei flagrando seguranças recebendo dinheiro de fãs sem ingresso. Compreendo que a vontade de assistir a banda favorita seja grande, mas também devemos entender que a produtora tem custos para fazer o show e a bilheteria é o que cobre isso.

Feedback da produção

Em conversa com um dos responsáveis pela Phoenix Produções, tive a confirmação daquilo que esperava: o retorno do investimento foi satisfatório e o show foi “incrível”. Além disso o produtor garantiu os bangers da capital cearense podem esperar mais atrações do gênero.

Confira set list do show:

Intro
The Wolves Die Young
Losing My Insanity
My Land
Replica
Cloud Factory
Black Sheep
Letter to Dana
Paid in Full
I Have a Right
X Marks the Spot
Tallulah
FullMoon
Kingdom for a Heart
San Sebastian
Encore
Blood
8th Commandment
Don’t Say a Word
Vodka & Outro

Veja mais fotos desta noite memorável: 

Foto: Cinthia Venâncio

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As imagens foram capturadas pela excelente fotógrafa Cinthia Venâncio. Para contratar o profissional, basta acessar a fanpage ou entrar em contato no telefone: (85) 8922 7612.

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