Cinema às 8

Drops da Netflix #7 – Anime, sangue e juventude

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Na semana passada, o Drops da Netflix analisou, pela primeira vez, séries de TV presentes no catálogo do serviço de streaming. Dessa vez decidimos repetir a dose, mas além das séries atuais como Luke Cage e Prison Break, que foi ressuscitada pela Fox, e outras finalizadas, incluímos comédia e até animes.

1. Marvel’s Luke Cage (Netflix, 2016 | Disponível: 1ª temporada | Renovação pendente) Discussões atuais conhecidas dos bairros periféricos são o centro dessa série situada no histórico bairro do Harlem, em Nova York. O terceiro dos superheróis que formam Os Defensores, no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), Luke Cage é uma das respostas do estúdio para quem reclama da falta de “seriedade” nas produções do UCM. Uma boa resposta, aliás.

2. Prison Break (Fox, 2005) | Disponível: 4ª temporada | Renovada para 5ª temporada) Inteligente, com boas atuações e roteiro ágil. Pelo menos foi assim nas primeiras duas temporadas. Com um terceiro ano mediano, Prison Break realizou uma temporada final, de 2008 a 2009, muito aquém do que o público estava acostumado. A série amarrou bem as pontas no final, mas ganhou um filme completamente desnecessário em 2009 e acaba de ganhar uma questionável sobrevida na Fox.

3. Death Note (Nippon Television, 2006 | Disponível: série completa em 37 episódios | Finalizada) Longe das reaçõs exageradas dos personagens de animes, os personagens de Death Note são contidos, mas extremamente inteligentes. A trama vicia já nos primeiros episódios e instiga pelo debate moral que é apresentado.

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4. Bones (Fox, 2005 | Disponível: 9ª temporada | Renovada para 12ª e última temporada) Mais um agente do FBI e mais uma antropóloga forense? Isso mesmo. Emily Deschanel e David Boreanaz apresentam um entrosamento necessário para segurar as chamadas séries procedurais, fora a sequência de casos interessantíssimos e a dinâmica bem definida. Muito bem realizada, Bones apresenta um Boreanaz mais maduro e carismático do que o ator visto em seus trabalhos anteriores na TV.

5. Skins (Channel 4, 2007 | Disponível: série completa em sete temporadas | Finalizada) A série aborda o cotidiano de grupos de adolescentes britânicos, longe do bom-mocismo apresentado em uma Malhação da vida. Os criadores Jamie Brittain e Bryan Elsley não tiveram medo de abordar temas verdadeiramente presentes no imaginário da juventude, como sexualidade e a influência da formação familiar e das drogas. Skins foi um programa necessário para retratar sua época.

6. Spartacus (Starz, 2010 | Disponível: série completa em quatro temporadas | Finalizada) Aqui está um bom exemplo de que muito pode ser feito com pouco. O orçamento humilde é visível, mas nada que comprometa. O texto, por outro lado, é uma joia. Adicione atuações excelentes de Lucy Lawless, em seu melhor papel, Viva Bianca e um John Hannah impagável. Os produtores precisaram lidar com a morte precoce do protagonista Andy Whitfield (1971-2011), substituído por Liam McIntyre, que demorou para se adaptar ao personagem-título. A forma como a equipe criativa contornou problemática, portanto, foi plausível e bem realizada. Finalizada dentro do tempo planejado, Spartacus ganhou um final memorável.

7. Raising Hope (Fox, 2010 | Disponível: série completa em quatro temporadas | Finalizada) Comédia despretensiosa, mas inteligente e cheia de momentos inspirados. A atriz Martha Plimpton rouba o protagonista do limitado Lucas Neff e entrega ótimos momentos com Garret Dillahunt, que interpreta seu marido na série. Raising Hope não exige muito do expectador e vale como um bom exemplo de “feel good TV”.

8. Rurouni Kenshin (Fuji TV, 1996 | Disponível: série completa em três temporadas | Finalizada) Ambientado no início da Era Meiji, no Japão, o anime mais conhecido no Brasil como Samurai X narra a trajetória de um espadachim nômade que prometeu nunca mais matar. Com um passado misterioso e um futuro desafiador, Kenshin Himura é um dos grandes personagens japoneses que permanecem no imaginário da cultura pop mesmo após duas décadas. Com reflexões importantes, texto afiadíssimo e um ritmo que pode exigir paciência do expectador, Rurouni Kenshin é um clássico.

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