Clube da Luta

Mulheres no Ringue: Elas também se garantem nas artes marciais

Foto: Edimar Soares

Quem vê essa moça de traços delicados por aí nem imagina o quanto ela bate pesado. Rayssa Machado já treinou muay thai, MMA e agora descobriu mais uma paixão no mundo das artes marciais: o jiu-jitsu. Começou a treinar o boxe tailandês (muay thai) há três anos e, desde então, vê cada vez mais mulheres buscando as academias para praticar também. Para provar que elas estão mesmo invadindo octógonos e tatames, lotando as aulas de artes marciais nas academias, o blog lança hoje a seção “Mulheres no Ringue”.

“Muitas meninas têm procurado o muay thai. Inclusive em várias turmas elas são maioria! Pelo que escuto delas, é mais para manter a forma, praticar um esporte divertido e diferente do convencional. Sou suspeita pra falar, mas com certeza recomendo! Emagrece, fortalece os músculos, melhora o condicionamento físico”, incentiva. Rayssa, por exemplo, nunca chegou a competir, mas sempre treinou pensando na possibilidade. Seria uma chance de colocar em prática o que aprende nas aulas.

Diferente de muitas mulheres que buscam as lutas pensando na defesa pessoal, Rayssa gosta mesmo é do combate e dos exercícios. “Nunca pensei em defesa pessoal, na verdade. Não me imagino dando soco em ninguém na rua! Mas acredito que o muay thai dá mais confiança, até mesmo na postura, e isso já te torna uma pessoa menos ‘indefesa'”, argumenta.  Depois do muay thai, ela experimentou o MMA, aula que considera bem mais difícil, já que não é só a trocação. O praticante precisa saber como derrubar, como se defender das quedas e o que fazer no chão também.

A partir daí, Rayssa começou a se envolver com o jiu-jitsu, que pratica atualmente com o professor Álvaro Fontes, da academia 40 Graus. “Comecei a treinar chão no MMA e acabei gostando, quis me aprofundar, e acabei me matriculando na turma. Melhora a flexibilidade, coordenação motora… É totalmente diferente do muay thai, mas estou adorando a novidade”, conta.

Rayssa não só treina como acompanha os eventos de luta. Admira principalmente os lutadores brasileiros. “Eles têm alguma coisa que os outros não têm, é incrível”, comenta. Das lutas mais marcantes, ela destaca os primeiros confrontos do Charles do Bron’x no UFC, a última luta do Frank Edgar vs BJ Penn e Paulo Thiago vs Diego Sanchez. Para não cometer nenhuma injustiça, ela cita também as mais comentadas: Lyoto Machida vs Randy Couture e Anderson Silva vs Vitor Belfort.

Sempre que tem evento, Rayssa combina alguma coisa com o namorado, que conheceu na academia e também pratica jiu-jitsu. O gosto em comum aproxima ainda mais o casal. “Com certeza aproxima, já que faz parte do cotidiano dos dois. Sempre assistimos às lutas juntos. Às vezes, chamamos os amigos para torcer pros brasileiros também”.