Clube da Luta

Exclusiva com José Maria ‘No Chance’: “As duas derrotas no UFC me ensinaram mais do que minhas 33 vitórias”

Sem Chance foi nocauteado no 3° round. Foto: UFC/Divulgação

No Chance em seu último combate pelo UFC | Foto: UFC/Divulgação

Quase um ano após a última apresentação, José Maria “No Chance” saiu do UFC, mudou de equipe e busca nova sequencia de vitórias para retornar aos grandes eventos internacionais. Natural de Alto Santo, o peso-mosca disputa o cinturão do Circuit Talent MMA contra o promissor Roberto Barbosa, neste sábado, 20, em Campinas, São Paulo. O cearense concedeu uma entrevista exclusiva para o Blog Clube da Luta/O POVO e falou sobre a retomada aos cages.

+ Cearenses: prestes a disputar cinturão, José Maria “No Chance” fala sobre parceria com Alan Gomes na equipe Team Nogueira

– Eu sinto como mais um recomeço. Sempre tive que recomeçar, foram várias vitórias no Ceará. Depois parti para o Rio de Janeiro onde recomecei de novo. Agora, vou em busca de emplacar uma sequencia de vitórias. Se eu conseguir uma boa sequencia posso voltar ao UFC ou fechar com evento internacional. O pessoal do UFC gostou muito do meu perfil. A falta de resultado foi o que pesou para a dispensa.

A troca de equipe – antes ele era da RFT – possibilitou uma melhor estrutura na preparação de suas lutas, segundo o próprio atleta. No novo time, José Maria garante que evoluiu bastante na parte em pé, principalmente no boxe, durante o tempo longe dos cages. Contra Roberto Barbosa, No Chance vai lutar como “americano”, lutando mais estratégico e preparado para todos os rounds.

José Maria "No Chance". Foto: divulgação

José Maria “No Chance”. Foto: divulgação

– Vou manter o foco pra encaixar o golpe. Ele tem envergadura maior, é novo e perigoso. Ele não tem nada a perder. Vou usar minha experiência para fazer uma grande luta. Lutarei como americano, com inteligência, preparado para cinco rounds. Foi isso que faltou para mim no UFC. As duas derrotas no UFC me ensinaram mais do que minhas 33 vitórias. A Team Nogueira é muito forte no boxe. Vi o quanto isso faltava para mim, e quanto foi eficiente dentro do meu jogo. Trabalhamos muito boxe e wrestling.

O adversário do cearense – que costuma lutar no peso-galo – vai descer para a divisão até 57 kg para disputar o cinturão. O ex-UFC pretende explorar sua velocidade e surpreender o oponente. Quando o juiz der o sinal de “lutem”, o atleta colocará em prática a estratégia montada junto com seus corners. O lutador afirma que o público assistirá um No Chance mais estratégico e mais técnico.

– A gente estudou as lutas dele. Minha velocidade será essencial. Vou movimentar o tempo todo dentro do cage e encurtar a distância. Sou mais rápido e vou buscar queda, sempre derrubando no final dos rounds, colocando as costas dele na grade para trabalhar com ele pressionado.

Na Team Nogueira, o cearense tem tido facilidade de montar seu camp. Com grande número de atletas na franquia, o lutador possui vários sparrings, uma característica que ele não tinha na equipe anterior.

O que mais conta hoje no meu jogo é poder treinar com vários atletas talentosos. Tem um vários lutadores de chão, faixa-preta, graplings e strikers. Não tive dificuldade de escolher atletas da envergadura do meu adversário. Isso ajudou muito na minha evolução.

No Chance tem 33 vitórias, cinco derrotas e dois “no contest”. Roberto Barbosa possui seis vitórias e está invicto no MMA.

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