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Próximo de defender título pela 2ª vez, Marlon Soares tem motivação extra

Marlon Soares é o campeão peso-galo do WSOF | Foto: Divulgação/WSOF

Marlon Soares é o campeão peso-galo do WSOF | Foto: Divulgação/WSOF

Em março de 2014, Marlon Moraes chegou ao topo da categoria peso-galo (até 61,2kg) do World Series of Fighting (WSOF). Agora, após defender seu título com sucesso diante de Cody Bollinger, em setembro passado, o campeão tem novo desafio pela frente: no dia 12 de fevereiro, Marlon encara o invicto Josh Hill na principal luta do WSOF 18, em Alberta, no Canadá. E o combate é ainda mais especial para o brasileiro, já que será o primeiro após se tornar pai pela primeira vez. Desde 29 de setembro de 2014, o filho Rafael anima a vida do lutador.

A chegada do rebento inspira ainda mais o campeão. Diferente do ocorrido em sua última luta, quando a esposa Izabella estava próxima de dar à luz, Marlon tem a cabeça totalmente voltada para o combate. “Lutei dia 13 de setembro, e o Rafael nasceu dia 29. Minha esposa já estava nas últimas semanas de gravidez, ela nem assistiu à luta por conta disso. E ela sempre assiste. Ficava pensando nisso, mas, quando fechou a porta do cage, esqueci tudo. Agora, meu filho já está com quase quatro meses, então consigo focar só na minha próxima defesa de título”, avisa.

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Aos 26 anos de idade, sendo três deles invicto na carreira, Marlon Moraes venceu os seis combates realizados pelo WSOF. São quase oito anos desde a estreia profissional. De lá para cá, foram 18 lutas, sendo 13 vitórias, quatro derrotas e um empate. A fase do lutador da equipe Ricardo Almeida Jiu-Jitsu / Valor Martial Arts é a melhor já vivida, dentro e fora do cage.

Marlon é um dos melhores pesos-galos do mundo | Foto: Divulgação/WSOF

Marlon é um dos melhores pesos-galos do mundo | Foto: Divulgação/WSOF

“A chegada do Rafael só serviu para deixar as coisas ainda melhores para mim. Me deu mais inspiração para tudo, mais vontade de ser sempre o melhor. Sei que o futuro dele depende de mim, então me entrego ainda mais nos treinos, e será assim também na luta. Meus treinamentos estão intensos, já na reta final, e ele tem ajudado a deixar as coisas menos sacrificantes. Saio correndo da academia para casa, para ficar com ele. Estou feliz como nunca estive antes”, garante.

Lutador comemora quatro anos vivendo nos Estados Unidos

Natural de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, Marlon Moraes tem mais motivos para comemorar. Já são quatro anos morando e treinando nos Estados Unidos, entre Flórida, estado onde reside, e New Jersey, onde fica a sede da equipe Ricardo Almeida Jiu-Jitsu e onde encerra seu camp de treinamento. A estabilidade conquistada no país é bem diferente do que Marlon vivia no Brasil, e foi o amigo Edson Barboza que abriu as portas dos novos caminhos que o hoje campeão peso-galo do WSOF tomou.

“As coisas estavam difíceis no Rio de Janeiro, queria viver da luta e não estava conseguindo. Sabia que, se viesse para os Estados Unidos, oportunidades melhores surgiriam. O Edson conseguiu me colocar para dar aulas de muay thai na Flórida, e não pensei duas vezes. Vim com a cara e a coragem. Em pouco tempo, consegui fazer algumas lutas em eventos americanos e até que cheguei ao WSOF”, conta.

Já vivendo nos Estados Unidos, Marlon Moraes passou a conviver ainda mais com Edson, amigo de infância, e Anderson França, seu primeiro treinador de muay thai e responsável por afiar sua modalidade até hoje. Os amigos foram fundamentais para que Marlon superasse os empecilhos naturais de uma mudança de país. No início de 2012, o ciclo de amizades no mundo da luta ficaria ainda maior.

“O Edson foi convidado pelo Frankie Edgar para ser sparring da revanche contra o Ben Henderson. Ele foi e ficou impressionado com os treinos por lá, e falou de mim para o próprio Frankie e seus treinadores, o Mark Henry e o Cachorrão (Ricardo Almeida). Eles deram o ‘ok’ e fui para lá. Foi até engraçado, porque o Mark não acreditou em tudo que o Edson falou que eu era. Quando ele viu meu primeiro treino, ficou impressionado e nos contou que não esperava pelo que havia visto”, relembra, aos risos.

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