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Thomas Almeida fala sobre novo adversário e recusa de Faber

Thomas Almeida conquistou o prêmio de melhor luta da noite | Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto

Thomas Almeida conquistou o prêmio de melhor luta da noite | Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto

A aguardada estreia de Thomas Almeida no UFC, em novembro do ano passado, impressionou os dirigentes do evento. Após conquistar o prêmio de luta da noite pela performance diante de Tim Gorman e manter-se invicto em 17 lutas na carreira, o brasileiro peso-galo (até 61,2kg) recebeu na última semana a notícia de que vai lutar no Canadá, um dos principais centros do Ultimate no mundo, contra o experiente Yves Jabouin, no dia 25 de abril, pelo UFC 186. As edições numeradas do evento costumam ter disputas de cinturão e são vendidas em sistema de pay-per-view para os Estados Unidos, o que pode aumentar sua popularidade no país onde já conquistou o cinturão do Legacy FC.

No Brasil, o nome de Thomas Almeida é sempre citado entre as maiores esperanças do país no MMA. Acostumado a essa pressão, tem correspondido ao status de joia, e até o momento já nocauteou 13 oponentes, finalizou três e somente na estreia pelo UFC precisou da decisão dos juízes. O combate contra Tim Gorman serviu, entre outros aspectos, para alertá-lo das dificuldades que encontraria pela frente na principal organização de MMA do mundo e para prepara-lo para uma primeira atuação no exterior.

+ Thomas Almeida revela emoção horas antes da estreia no UFC: “Chorei por estar ali dentro”

“Fiquei muito satisfeito com essa luta, por ser um evento grande, com transmissão de pay-per-view nos Estados Unidos. Vai ser muito importante para mim. Lutar aqui no Brasil é muito bom, mas os olhos do mundo estão lá fora e todos vão poder conhecer melhor o Thomas Almeida depois do dia 25 de abril. Meu objetivo é subir degrau por degrau na categoria, sem dar um passo maior que a perna e acho que uma boa atuação nesse combate pode me deixar com moral no UFC para almejar desafios maiores”, analisa.

Enquanto Thomas Almeida ainda está no início de sua carreira no UFC, Yves Jabouin, soma quase quatro anos de experiência no octógono e mais um no extinto WEC. No Ultimate, Jabouin fez oito lutas e venceu cinco, inclusive a última, diante de Mike Easton, no UFC 174, em julho do ano passado. Aos 35 anos, o próximo adversário de Thominhas lutará em sua cidade natal, Montreal, pela primeira vez.

“O Yves é um cara bem experiente, vai me dar uma bagagem muito boa. Não estou preocupado se ele vai lutar em casa”, afirma o brasileiro, que promete fazer valer suas habilidades no muay thai. “Pretendo manter a luta em pé, sempre muito consciente e bem fechadinho do jeito que eu gosto. O público gosta de ver a trocação e sei que o estilo dele casa bem com o meu. Vou para nocautear, se possível ainda no primeiro round, para deixar uma boa impressão”.

Recusa de Faber para duelo no Rio não incomoda

Nas últimas semanas, Thomas Almeida viveu a expectativa de outro duelo antes de saber que enfrentaria Jabouin. Isso porque Raphael Assunção, que faria a luta principal do UFC Fight Night 62, no Rio de Janeiro, contra Urijah Faber, se lesionou e o norte-americano ficou sem adversário. O estafe de Thomas, então, colocou o atleta à disposição do Ultimate, que aceitou a ideia, mas esbarrou na negativa de Faber, que alegou pouca experiência do atleta brasileiro.

“Foi tudo muito rápido, surgiu a oportunidade e eu aceitei lutar na hora. Mas o Faber é um lutador muito inteligente e sabia que não tinha muito a ganhar com esse duelo e ainda poderia perder. Foi estratégico da parte dele e eu não julgo, se fosse ao contrario eu também acho que não lutaria. Vou seguir minha caminhada passo a passo e quem sabe um dia a gente não se esbarra?”, comenta.

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