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Mutante confiante com preparação na Blackzilians: ‘nossos treinos são como lutas no UFC’

Mutante é campeão do TUF Brasil 1 | Foto: UFC/Divulgação

Mutante é campeão do TUF Brasil 1 | Foto: UFC/Divulgação

Cezar Mutante tem seu primeiro compromisso de 2015 pelo Ultimate agendando para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, dia 22 deste mês, na abertura do calendário brasileiro do evento. Após duas lutas no último ano, o vencedor da primeira temporada do The Ultimate Fighter Brasil encara Sam Alvey no UFC Fight Night 61, pela categoria peso-médio (84,3kg). Neste domingo, dia 15, ele termina seu camp de treinamentos, justamente na mesma data de seu aniversário, completando 30 anos de idade.

Natural de Ibitinga, interior de São Paulo, Cezar Mutante tem cartel profissional com 11 lutas, sendo oito vitórias e apenas três derrotas. Em junho de 2012, ele brilhou no TUF Brasil e conquistou a vaga no UFC ao se tornar vencedor do programa na categoria peso-médio, batendo Serginho Vieira na final. Oficialmente no octógono, Mutante venceu Thiago Marreta e Daniel Sarafian e sofreu um revés para CB Dollaway, em março de 2014, algo que não o abalou. Apenas três meses depois, venceu Andrew Craig, e agora busca um novo triunfo em Porto Alegre, motivado por um camp de alto nível na Flórida, Estados Unidos, onde vive.

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“Meu treinamento foi ótimo, intenso, muito duro mesmo. Estou focado no melhor, e agora já começo a diminuir o ritmo dos treinos. Hoje, na Blackzilians, nossos treinos são como lutas no UFC, só que sem plateia, transmissão, essas coisas (risos). Temos alguns dos melhores lutadores do mundo, e todos lutaram ou ainda vão lutar nesse início de ano, e nos ajudamos muito”, conta Mutante.

Na Blackzilians, o paulista radicado em Minas Gerais treina ao lado de grandes nomes do MMA mundial. Vitor Belfort, amigo e principal mentor da carreira de Mutante, é um dos que auxiliam na preparação. O “Fenômeno” lutaria no dia 28 deste mês pelo UFC 184, desafiando o campeão dos médios, Chris Weidman, mas a disputa acabou adiada após lesão do norte-americano. A proximidade das lutas proporcionou uma grande oportunidade de treinamentos ao lado de Belfort.

“O Vitor lutaria uma semana depois de mim, praticamente, então pude acompanhar bem de perto a preparação dele. Isso elevou muito o nível dos meus treinos. Ele sempre me ajuda com conselhos, me mostra como posso melhorar no octógono. Isso é muito valioso. Também tem o Durinho, meu treinador de jiu-jitsu, que está em camp para lutar no mês que vem – dia 21 de março, contra Josh Thomson. Acompanhei também um pouco da preparação do Anthony Johnson, que lutou no final do mês passado. Isso tudo me ajudou muito, me deu ainda mais vontade de vencer”, relata.

Desejo por nocaute ou finalização em Porto Alegre

Durante os treinamentos, Cezar Mutante aproveitou para estudar Sam Alvey, de modo a encontrar seus pontos fracos. Ciente do possível caminho para a vitória, o brasileiro não quer luta longa no dia 22.

“Meu adversário é um cara experiente, tem mais lutas que eu na carreira, e é muito duro. Mas não me importo com isso. Estudei o jogo dele, vi que tem um bom boxe, mas também tem brechas no jogo que quero explorar. Serei agressivo, buscando a luta o tempo todo. Estou focado no que tenho de bom, no que tenho que fazer dentro do octógono. Dessa forma, passo preocupação para ele. Em Porto Alegre, quero fazer uma grande luta e nocautear ou finalizar”, avisa.

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