Clube da Luta

Coluna do Cyborg: um brinde ao jiu-jítsu feminino

Mulheres estão dominando os tatames de jiu-jítsu | Foto: divulgação

Mulheres estão dominando os tatames de jiu-jítsu | Foto: divulgação

Por Roberto Cyborg

O jiu-jítsu é uma modalidade que a cada dia conquista mais adeptos em todo mundo e comprova sua eficiência, não somente como uma arte de defesa pessoal, mas como estilo de vida saudável e de autoconfiança. O esporte vem quebrando um tabu de que o jiu-jítsu não é só para homens.

+ Roberto ‘Cyborg’ é o novo colunista do Blog Clube da Luta

Cada vez mais, as mulheres estão ganhando espaço nos tatames, se entregando ao fascinante estilo vida que este esporte oferece.  Aos que não conhecem o esporte, o mesmo teve origem com a família Gracie no Brasil. O jiu-jítsu foi adaptado para que as pessoas pequenas e franzinas pudessem se defender através de golpes que utilizassem pêndulos e alavancas para que os mais fracos pudessem se defender dos mais fortes.   Assim sendo, um esporte perfeito para o público feminino, especialmente pelo vasto número de benefícios da prática do esporte.

Por ser um esporte de contato, no qual praticamente 80% do tempo, a luta é desenvolvida no solo. Muitas mulheres tinham receio de se aventurar no esporte.  Venho trabalhando com o público feminino há anos e, com certeza, hoje tenho experiência sobre o que falo.  Em todos estes anos, tive os mais diversos tipos de experiências treinando crianças, adolescentes, mães, profissionais até grandes atletas como as primeiras americanas a conquistarem o título de Campeãs Mundiais na faixa-preta: Sofia Amarante e Hillary Williams.

A busca pela qualidade de vida não é uma novidade entre as mulheres.  Há muito tempo as mesmas vêm se adaptando à prática de modalidades esportivas e, hoje, mais do que nunca, vejo que os benefícios, tanto psicológicos, quanto físicos, vêm atraindo o público feminino. Atualmente, são inúmeras mulheres nos tatames, onde, pouco a pouco, as danadas estão ganhando seu merecido espaço em um esporte até então dominado pelos homens.

Este mês, Gabrielle Garcia, maior ícone do jiu-jítsu feminino, conquistou algo inédito. Ela foi a primeira mulher a ser capa das maiores revistas do ramo, a Tatame e a Gracie Magazine. É interessante acompanhar reações de entrega absoluta ao esporte que, até então, só acontecia com os meninos.

Clarissa Cabral Rosa, Nutricionista, 25 anos, brasileira natural de Campo Grande (MS), é um exemplo do que digo.  Conheceu o jiu-jítsu brasileiro durante um intercâmbio que fez nos Estados Unidos como forma de defesa pessoal, mas acabou se encontrando no esporte.  Atualmente se dedicando integralmente ao esporte, ela já coleciona vários títulos nacionais e internacionais. Olha só o depoimento da Clarissa:

“Fascinante como minha vida mudou depois que comecei a treinar jiu-jítsu, fui de nutricionista a atleta, simplesmente amo tudo que envolve este esporte. Me traz auto confiança, disciplina, além da qualidade de vida. Aconselho todas as mulheres a praticarem a arte.”

Assim como ela, temos hoje mais de 40 meninas treinando diariamente no nosso tatame em Miami e, com certeza, há milhares por todo o mundo. Que este seja um incentivo a todas nossas mulheres brasileiras a buscarem a doutrina e o estilo de vida do jiu-jítsu pra sua vida, até por que nosso Brasil não está mole pra ninguém. Um brinde ao jiu-jítsu feminino brasileiro!

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