Clube da Luta

Coluna Clube da Luta: bate-papo exclusivo com Mario Yamasaki, árbitro do UFC

Pioneiro entre os brasileiros, Mario está no UFC desde 1998. Foto: Divulgação

Mario Yamasaki é sinônimo de longevidade no UFC. Em 2018, o paulista completará 20 anos como árbitro central da maior organização de MMA do mundo. O segredo para seguir firme por tanto tempo no Ultimate ele tem na ponta da língua: “O ponto mais importante é atuar sempre com ética, isenção e ser um cara correto. É isso que tem me deixado muito tempo lá. Foi o que meu pai (Shigueru Yamasaki, mestre e árbitro de judô) me ensinou: na luta, que ganhe o melhor”, contou Mario, em entrevista exclusiva à coluna.

No Ultimate, o árbitro brasileiro, hoje com 53 anos, já contabiliza mais de 400 lutas arbitradas e dezenas de disputas de cinturão comandadas. Consolidado como uma das principais referências no esporte, ele imprimiu sua marca própria na franquia, ao criar bordões como “Você tá pronto?” e “Vamos para a luta!”, além de fazer o gesto do coração com as mãos sempre que é apresentado nos combates. Faixa preta de judô e jiu-jitsu, Yamasaki diz que o grande desafio ainda continua sendo saber o momento certo de interromper uma luta, para decretar nocaute ou finalização.

“Precisamos, cada vez mais, pensar na integridade física do atleta. Protegê-lo de um ataque desnecessário, que pode afetá-lo, fazendo com que sua carreira seja muito menor”, frisa Yamasaki, que ressalta a possibilidade do uso do recurso eletrônico para rever um lance polêmico, como golpe ilegal.

ELOGIO A CEARENSE

Quando não está arbitrando e cuidando de sua rede de academias, Mario Yamasaki dedica grande parte do tempo a repassar o seu conhecimento por meio de cursos, clínicas e palestras de capacitação para novos árbitros. É responsável, inclusive, por formar dezenas de árbitros que atuam hoje no UFC. Inclusive, os cearenses como Fernando Moura e Camila Albuquerque. A ela, que segue atuando como árbitra central em edições do Ultimate no Brasil, teceu grandes elogios. “A Camila está cada vez melhor. Aprendeu bem e sabe o que está fazendo. Tem uma carreira toda pela frente e vai longe”

*Reprodução da coluna publicada no jornal O POVO nesta sexta-feira, dia 28 de abril de 2017.

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