Clube da Luta

Com rotina pesada de treinos para o UFC Rio 8, Viviane Sucuri projeta vitória para chegar ao top 15 da categoria peso-palha

FORTALEZA, CE, BRASIL, 23-05-2017: Na foto Viviane Sucuri, Lutadora de MMA e atleta do UFC (Foto: Fco Fontenele/O POVO)

Se Sucuri é o apelido que Viviane Pereira carrega no esporte, trabalho bem que poderia ser seu sobrenome. Em sua rotina de atleta profissional de MMA de alto nível, a cearense mantém uma jornada incansável de treinos. Com luta marcada para UFC Rio 8, no próximo dia 3, ela encarou nos últimos meses uma preparação que contava com atividades (entre físicas e técnicas) nos três períodos do dia. E não teve essa de aliviar em fins de semana e feriados. Tudo para brilhar no Ultimate e dar show no duelo contra a americana Jamie Moyle, seu segundo combate pela organização.

“Passei os últimos meses treinando de manhã, de tarde e de noite. E quando chega perto da luta, a gente treina também no fim de semana, sábado e domingo. Sem folga, sem Semana Santa”, explica Sucuri, principal estrela da equipe Dragon Kombat, do bairro Jardim Castelão. É ao lado de seu professor Marcos Batista que a detentora de um cartel invicto de 12 vitórias em 12 lutas profissionais afia sobretudo o seu jogo de luta em pé, com base no boxe, muay thai e sanda.

Mas, ela garante estar preparada para se sobressair em qualquer situação do combate. “Não sou obrigada a aceitar o jogo de ninguém. A adversária é que tem que se submeter ao meu e tentar encaixar junto com o meu. Quero investir mais na trocação mesmo, mas se tiver chão, tô preparada para o chão também”, diz ela, que tem 23 anos, é natural de Tauá, mas desde os 18 anos mora em Fortaleza.

Depois de superar o nervosismo da estreia no UFC, quando venceu por decisão dividida da arbitragem a canadense Valérie Létourneau, na casa da adversária, em dezembro do ano passado, Sucuri acredita que entrará mais solta no octógono. “Costumo não falar sobre o que vai acontecer na luta. Eu chego lá e deixo a luta se desenrolar naturalmente. Se tiver que ser nocaute, vai ser nocaute. Se tiver que ser finalização, será. Da mesma forma por decisão. O que importa é trazer a vitória”.

Caso saia vitoriosa, Sucuri, que viaja para o Rio de Janeiro na terça-feira, ingressará no ranking das 15 melhores da divisão peso-palha feminino do UFC.

A lutadora cearense, contudo, sonha mais alto e já se imagina lutando contra a campeã da categoria, a polonesa Joanna Jedrzejczyk. “Agradeço a todos que acreditam em mim. Eu também tô acreditando. O primeiro passo é buscar o Top 5 da divisão e depois, quem sabe, surge uma oportunidade de disputar o cinturão, que é o que toda atleta de alto rendimento busca”.

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