Clube da Luta

Destaques das artes marciais cearenses, Viviane Pereira e Marília Morais se preparam para serem mamães em 2020

Viviane (esquerda) e Marília devem dar a luz em maio. Foto: Arquivo Pessoal

Duas das maiores representantes femininas que o Ceará teve na última década nas artes marciais começam o ano novo em clima de contagem regressiva para um momento muito especial em suas vidas. Viviane Pereira, mais conhecida no meio como “Sucuri”, atleta do Invicta FC, e Marília Morais, que luta no Combate Américas, serão mamães em 2020.

As duas lutadoras estão grávidas e aguardam a chegada de seus primeiros filhos para o mês de maio. Vivi aguarda a chegada de um menino, que já tem nome definido: Ravi Lucca. Já Marília espera gêmeos, também meninos: Dylan e Ryan. Com a nova missão, as duas atletas farão uma breve pausa na carreira, mas prometem voltar aos ringues e octógonos logo logo.

Primeira mulher cearense a ingressar no UFC, onde atuou entre 2016 e 2018, Viviane luta atualmente no Invicta FC, organização norte-americana dedicada exclusivamente ao MMA feminino. Ela conta que, mesmo com a gestação, tem mantido a rotina de treinos, porém com a devida cautela. “Tenho feito alguns treinos com o (preparador físico) Aguinaldo Silva e o Henrique, meu personal trainer, da PH Gym”, contou Vivi, que está com 26 anos. “Estou bem, com a ansiedade a mil, tentando aproveitar o momento para a chegada do meu príncipe. E se Deus quiser vamos voltar com tudo”, contou a atleta, que ainda tem mais quatro lutas em seu contrato com o Invicta FC.

Depois de fazer carreira no muay thai e kickboxing, Marília mora nos Estados Unidos desde 2018 e adotou hoje um novo codinome como atleta: Tigress, em tradução do inglês, tigresa. Em solo americano, vinha treinando na American Top Team se preparando para novos desafios na carreira. Após conquistar o cinturão do Aspera Kickboxing, em 2016, ela vinha se dedicando ao MMA, com um cartel invicto de três vitórias em três lutas, que lhe rendeu até o título de “Revelação do Ano” no MMA feminino, no Prêmio Osvaldo Paquetá. Até ‘receber a visita da cegonha’ de forma surpreendente.

“Foi literalmente uma aventura. Descobri a gravidez na pesagem da última luta e por esse motivo não pude lutar. Depois descobri que era de gêmeos. Continuei treinando boxe e um thai de leve, mas a partir dessa semana vou dar uma parada, porque o médico pediu que eu suspendesse os treinos”, explicou ao blog Marília, hoje com 31 anos.

O curioso entre as duas grávidas do MMA cearense é que elas já se enfrentaram no passado. Em 2012, fizeram um duelo de kickboxing no Warriors Fight, disputado no ginásio Paulo Sarasate. Sucuri levou a melhor no combate. Hoje, as duas dão força uma a outra e trocam figurinhas sobre a maternidade. “A gente se fala muito. Ela (Marília) me apoiou bastante”, revela Vivi. “Sempre nos falamos. Seremos mães de meninos. São as lutadoras já trazendo uma nova geração”, brinca Marília.

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