Cotidiano e Fé

O que me faria acreditar na veracidade da Bíblia? (Parte I)

137 26

Uma coletânea de livros leva a designação de “Bíblia”, classicamente conhecida como a composição dos livros sagrados composta de Velho e Novo Testamentos. O Velho Testamento toma como base a Bíblia Hebraica e contém 39 livros, escritos nas línguas hebraica e aramaica. Já o Novo Testamento, composto de 27 livros, foi escrito na língua grega koiné (popular), um pouco diferente do formato dos clássicos gregos.

A Bíblia utilizada pela Igreja Romana acrescenta 12 livros à coleção do Velho Testamento, livros estes que são chamados de apócrifos (não autênticos ou de autores desconhecidos). Os estudiosos chamam de questão canônica a que trata da inclusão ou não dos livros da Bíblia.

A palavra cânon quer dizer régua, vara de medir, e em relação aos livros da Bíblia trata-se da coletânea de livros que passaram pelo teste de autenticidade; esses livros são aceitos pela comunidade cristã como sua regra de fé e prática, constituindo-se em autoridade absoluta em questões espirituais.

O processo de autenticação dos livros da Bíblia é o mesmo adotado para validação de qualquer outro livro histórico. Bibliografia é a ciência que trata da história, descrição e classificação dos livros, considerados como objetos físicos e passíveis de estudo e averiguação. Cometemos um suicídio intelectual quando ignoramos a cientificidade do estudo das Sagradas Escrituras, pois não estamos condicionados a uma fé que negue ou ignore a razão, a lógica e as provas que validam a historicidade de um documento.

O apologista Josh Macdowell em seu livro “Mais que um carpinteiro”, afirma que Paul L. Maier, professor de História da civilização, na Universidade de Western Michigan, declarou: “Os argumentos de que o cristianismo teria incubado o mito da Páscoa durante um longo período de tempo, ou de que as formas escritas surgiram muitos anos depois dos eventos, simplesmente não correspondem à realidade” (pg. 45).

Os que se debruçam no estudo da literatura clássica reconhecem que a Bíblia submetida ao teste bibliográfico (exame da transmissão textual a partir de cópias disponíveis em museus), especialmente no critério de número de cópias e antiguidade dos documentos, mostra-se como o documento mais confiável da história antiga.

Ao ser comparada com outros clássicos como a História de Tucididas, As obras de Aristóteles, As Guerras Gaulesas e a famosa Ilíada de Homero, a Bíblia não só possui um superior número de manuscritos como os mais antigos e próximos aos eventos nela relatados. Veja quadro logo abaixo.

Os críticos da escola alemã de Tubingen (F.C. Bauer) costumavam datar os evangelhos séculos depois da crucificação de Jesus, porém as descobertas arqueológicas do final do sec XIX confirmaram a acuidade dos manuscritos do Novo Testamento. Os Papiros descobertos que datam do início do II século comprovam a falácia do argumento crítico.

Dr. William Albright, um dos maiores arqueólogos do mundo declarou que “Todos os livros do Novo Testamento foram completados algum tempo entre 50 e 75 d.C.” (Josh Macdowell Pg. 79 – A Ready Defense)

tabela