Cotidiano e Fé

Golpe baixo do vereador homossexual

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O cabeçalho da matéria do Jornal O Povo de hoje – “Marina rejeita posar com bandeira gay”, denuncia a tendenciosa discriminação contra os que se recusam a obedecer ordens e imposições de alguns setores do movimento LGBT.

A tentativa de colocar a pré-candidata do PV à Presidência numa posição constrangedora diante do eleitorado e do movimento gay, deixa dúvidas sobre a origem e propósito da atitude ardilosa do nobre político.

Poderia ser um ataque oposicionista travestido de caça aos homofóbicos, ou ainda, uma tentativa de execrar publicamente quem não ataca o movimento LGBT, mas também não se vê obrigada a defendê-lo a qualquer custo.

Uma investigação jornalística da ridícula tentativa do vereador homossexual poderia ter gerado um cabeçalho diferente do que foi publicado: “Vereador homossexual constrange a candidata Marina a aderir e propagar o movimento LGBT”.

O vereador de Alfenas (MG), Sander Simaglio, declarou: “Pensei: se ela abrir a bandeira quer dizer que ela nos apóia e que poderíamos ter esperanças”. Ao que Marina responde em seu blog: “Minha voz e meus atos nunca manifestaram ou manifestarão, portanto, qualquer tipo de rejeição a qualquer movimento legitimado por aquilo que costumo chamar de forças vivas da sociedade.

O Estado deve assegurar a todos – sem distinção – igualdade. As políticas públicas, democraticamente aprovadas pelo Parlamento, e implementadas pelo governo, devem atender a todos. Receber presentes e lembranças simbólicas é um ato corriqueiro em minhas andanças pelo país.

Na condição de pré-candidata à Presidência da República, me coloco como postulante a representar todos os brasileiros, independentemente do que pensam, de sua orientação sexual, do que creem ou de sua militância. Minha história é meu compromisso. Política deve ser feita com respeito, sem proselitismo”.

O que destaco neste episódio é absurda falta de senso de alguns militantes do movimento contra a homofobia. Para constranger, fazer calar, discriminar e criminalizar quem simplesmente discorda das suas opiniões e práticas, fazem como as milícias anti terror que na época da ditadura forjavam provas para incriminar os que se opunham ao regime.

Golpe baixo de quem não sabe conviver com os opostos que pensam, discordam e primam pela liberdade de expressão.