Cotidiano e Fé

O mistério profundo

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Antes de todas as vozes e opiniões, antes mesmo do meu direito de definir o que é a IGREJA, é preciso deixar Deus falar, pois a Igreja foi iniciada por Ele, está sendo edificada por Ele e por ela Ele deu a sua própria vida na cruz.

O Novo Testamento tem exatamente 110 ocorrências (NVI) da palavra IGREJA, todas elas descortinando o que Paulo chama de “O mistério profundo”, referindo-se a Cristo e à sua Igreja (Ef 5:32).

Através dos séculos homens e mulheres tentaram desfigurá-la e descaracterizá-la para justificar um coração rebelde, insubmisso, intransigente e, acima de tudo, EGOÍSTA, tendência denunciada na sabedoria proverbial: “Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez” (Pv 18:1).

O Deus trino cria homem e mulher, os faz viver em comunidade, redime um povo, anula a parede que separa pessoas e, finalmente, os coloca numa só comunidade, formando um Corpo Vivo, espalhado por todo o mundo, vivendo de casa em casa e, eventualmente na grande congregação, tudo para nos tirar do reino das trevas do isolamento e nos levar para um lugar que nos identifica com Cristo e seu infinito amor.

O plano divino contempla a redenção do universo e daqueles que creram e crerão no nome de Jesus. Para isto, Ele constituiu a IGREJA, fruto da sua graça: “A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais” (Ef 3:10).

Um cristianismo que faz do indivíduo sua própria autoridade, que presume amar a Cristo sem amar o Corpo de Cristo, que propõe um autocomissionamento à revelia da comunidade, uma restauração isolada do Corpo, nada mais é do que uma paródia subemergente que termina no vazio da egolatria sem Deus e sem esperança.

Você foi criado e redimido para fazer parte, envolver-se, doar-se, identificar-se e ser identificado na Igreja de Jesus, seu Corpo Vivo na Terra. Sua, minha e NOSSA IDENTIDADE.

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