Cotidiano e Fé

Eu decido cuidar da minha “casa”

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Está mais que comprovado que as pessoas que nascem fora da proteção e do amor de um ambiente familiar tornam-se naturalmente mais inseguras. E essa insegurança se revela de diferentes maneiras: carência emocional, espiritual e até de um teto que as proteja.

Os pais fariam muito bem se reconhecessem que o envolvimento direto de ambos é determinante para o êxito na educação dos filhos, porque é em casa que se produzem as primeiras e mais duradouras influências. Todos temos que admitir que dentro de casa acontece uma rica variedade de encontros educacionais, disputas, enganos, amor, violência, honestidade, participação comunicativa, manipulação e decisões.

As influências externas sempre se “coam” através dos membros da família e não no vazio. Os valores ou até os antivalores chegam aos filhos através dos próprios pais. O ensino mais influente que emana de uma casa vem através das atitudes e não só das palavras.

Desde o período do Antigo Testamento os pais são desafiados a ensinar seus filhos com persistência, conversando com eles todo tempo, quando estiverem andando pelo caminho, quando forem se deitar e quando se levantarem pela manhã (Deuteronômio 6:7).

Ensinar exige dedicação, persistência, repetição, mas, acima de tudo, relacionamento com tempo de qualidade, tempo para caminhar junto, tempo à noite ao deitar, um tempinho pela manhã ao levantar. O grande questionamento é como cuidar se não dispensamos tempo de qualidade? Como cuidar se transferimos a educação para a escola, a TV, a babá ou até a igreja? Antes de qualquer acusação avalie suas prioridades e tome a resolução de cuidar da sua casa.

 

*José Edson é pastor na Igreja Batista Central e líder da Rede de Pequenos Grupos de Casais