Cotidiano e Fé

A vida que queremos mostrar

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Algumas paradas de ônibus em Fortaleza agora já possuem internet Wi-Fi gratuita! Enquanto se espera a condução chegar, rapidamente se pode checar os e-mails, as redes sociais ou algum vídeo engraçado do momento.

As pessoas, que já estão cada vez mais inseridas em um mundo digital, agora vivem a febre dos relacionamentos virtuais. Por vezes, há mais contato entre amigos que moram distantes do que com o irmão que mora dentro de nossa própria casa!

Talvez uma das razões seja porque o outro, quando distante, consegue mostrar apenas as qualidades, e não tem meios de saber igualmente quais são os nossos defeitos. Aqueles que estão próximos, sabem onde erramos, por vezes nos admoestam, e não queremos ser criticados.

Afinal, em redes sociais como Facebook e Twitter, dentre outras, a vida parece ser só alegria! As fotos mais bonitas são cuidadosamente selecionadas para serem publicadas, os momentos mais felizes são postados… mas o vazio no coração permanece.

O vício de estar quase ininterruptamente online atinge cada vez maior número de pessoas. Chego a pensar que a alucinante trama de “Substitutos” não está muito longe de acontecer! Nesse filme, as pessoas ficam em casa, deitados em uma cama, enviando sinais cerebrais a um androide com aparência perfeita – que não obrigatoriamente precisa ser parecido com o ser humano que representa.

Enquanto isso, as pessoas estão absolutamente seguras em suas casas, vivendo uma ilusão virtual, enquanto a vida de reais emoções e sensações passa…

Será que estamos muito longe de chegar a esse ponto?

 

Por Fernanda Bezerra