Cotidiano e Fé

Rotas Alteradas

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Estava na sala da segurança do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, quando ouvi um barulho de algo se chocando com o chão. Como o prédio tem quatro andares me preocupei e saí para ver do que se tratava. Em frente à minha sala percebi que tinha um gato agonizando. O impacto da queda foi tão forte que logo ele morreu. Como não é comum um gato alterar a sua rota quando está andando nos telhados, fiquei conjecturando como ele poderia ter caído daquela altura.

Na vida, também alteramos nossas rotas. Algumas vezes deliberadamente, outras vezes, as circunstâncias nos fazem mudar de rotas. O certo é que todas essas circunstâncias podem mudar radicalmente o curso da nossa vida. São as consequências das nossas decisões.

Era mês de férias em Fortaleza, muitos visitantes de outros Estados estavam aqui para curtir nosso lindo litoral, fazer novos amigos ou rever familiares. Dentre essas pessoas, estava uma jovem bailarina. Ela, juntamente com alguns amigos, estavam em um carro indo para o litoral, quando em um cruzamento, por um descuido, o seu carro quase se choca com outro veículo, no qual estavam outros jovens, também de férias. Uma discussão de trânsito foi o suficiente para um dos jovens acionar o gatilho da sua arma e atingir fatalmente a jovem. Ela teve sua rota de vida alterada de forma abrupta, definitiva e tragicamente. Ele, levado pelas circunstâncias, deliberadamente alterou a sua.

Jesus sabe muito bem o significado de alterar rotas, tendo deixado a majestade do Pai e se tornado humano, veio com a missão de mudar a rota da humanidade, inclinada para o pecado, alterada do propósito divino no Éden. Nessa caminhada entre nós, ele encontrou pessoas que estavam caminhando para o fracasso. Até aqueles mais próximos, os doze, fizeram escolhas que mudaram o rumo das suas vidas. Pedro e Judas, o Iscariotes, são exemplos de rotas alteradas.

Pedro, homem rústico e grosseiro, muitas vezes usado por Deus e, outras, manipulado pelo diabo. Aproximou-se de Jesus, seguiu seus passos e ouviu atentamente os seus ensinamentos. Quando não entendia algo voltava-se para o Mestre e pedia outra explicação para alcançar o entendimento. Todavia, as pressões dos últimos dias de Jesus fizeram com que ele o negasse, deliberadamente, alterando a sua rota. Mas, houve o arrependimento, retorno da rota, caminho da salvação.

Judas, aparentemente o mais ajustado dos doze, politizado, esperava uma revolução liderada pelo Mestre para libertar os judeus do jugo romano. Não entendeu a mensagem que iria levá-lo a rota da salvação, da vida eterna. Usado por satanás, saiu da rota divina e deu cabo de sua própria vida.

Deus nos deu o livre arbítrio, ou seja, o direito de decidir qual rota queremos seguir. Aliás, decidir é o que mais fazemos na nossa vida. Do nascer do sol até o crepúsculo, passamos todos os dias tomando decisões e redirecionando a nossa rota de vida. Agora, pare e pense. A manutenção dessa rota só pode ser possível sob a direção do Senhor. A Bíblia nos ensina que é do coração que procedem as saídas da vida. Experimente entregar a sua vida ao cuidado e orientação do Senhor. Como sabiamente falou, em uma linda canção, o Pastor Alisson Silva: “Quando o seu coração quiser, de repente, se angustiar e afligir, você poderá respirar aliviado ao dizer: Calma meu coração, eu já te dei para Deus”.