Cotidiano e Fé

Cristo e o medo

Em um fim de tarde, do último dia de agosto, dentro da mais movimentada lanchonete de Açaí, do Lago Jacareí, fui surpreendido pela ação de dois marginais anunciando um assalto. Um desses marginais, munido de arma de fogo, veio ao meu encontro e roubou um aparelho celular de minha propriedade. Em seguida, os bandidos fugiram rapidamente, mas deixando os presentes perplexos diante da sua ousadia. Particularmente, senti um certo alívio, pois os danos causados à minha pessoa, caso fosse identificado como policial, poderiam ser irreparáveis.

Numa visão rápida, no entorno da lanchonete, logo percebi a presença ostensiva de policias em quatro modalidades de policiamento: à pé, em viatura, motos e à cavalo. Para mim, ficou claro a limitação da ação policial nesse quadro endêmico de violência ora vivido em Fortaleza. Os policiais são só parte de uma colcha de retalhos, na qual são apresentados à sociedade pelas autoridades como a única solução para conter o avanço da criminalidade, desprezando a multicausalidade de fatores que produzem violência.

Existem, e sempre existiram em todas as épocas, três razões para se ter medo. A primeira delas é a ignorância. A segunda, a impotência. E, por último, a humilhação. Viver em condição de incerteza prolongada provoca duas sensações humilhantes: ignorância (não saber o que o futuro trará) e impotência (ser incapaz de influenciar seu curso).

O medo é parte integrante da condição humana, nos levando ao movimento de fuga daquela brevidade inegociável do tempo, possibilidade das visões permanecerem irrealizadas, dos projetos não serem concluídos e as coisas não feitas, “mãe” de todos os medos, o “medo dos medos”, o medo mestre exalado pela consciência, a morte. Mas, é buscando na palavra de Deus que encontramos esperança para vencer o medo. Jesus viveu situações de grande estresse. O suor, em forma de sangue, derramado no jardim do Getsêmani é uma prova disso. Mas, a Bíblia nos ensina que Ele venceu a morte e lançou fora todo o medo. Afinal, o verdadeiro amor lança fora todo medo.

Confie em Jesus e busque Nele conforto e proteção. Entregue sua vida a Ele e experimente a paz que transcende todo o entendimento humano. Talvez assim você possa falar, com a mesma convicção que Paulo de Tarso afirmou: …porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fl 1:21).

Plauto de Lima