Cotidiano e Fé

Resoluções 2018 

Como de costume, celebrei mais uma virada de ano ao lado da família e dos amigos na igreja! Os vídeos, louvores, teatro e a palavra deram ênfase ao que cremos ser essencial para uma vida cristã: relacionamentos!

Desde a minha conversão, tenho colocado a vida de amigos e parentes em minhas orações. Lembro-me de que, no início dessa caminhada, cheguei a orar pedindo para que Deus desse a minha salvação para amigos que não conheciam a Cristo e, após essa oração, Deus falou comigo de forma clara através do capítulo 9 da carta aos Romanos, na qual Paulo diz que desejaria
ser amaldiçoado por amor aos seus irmãos(v. 3). Identifiquei-me com o apóstolo e percebi que, mesmo sendo uma “leitura incorreta”, o meu sentimento era  genuíno, fruto de querer que outros (amigos mais chegados que irmãos) percebessem o quão prazeroso é andar com Deus.

O ano virou e enquanto o pastor pregava, lá estava eu fazendo uma dessas orações, desejando ser amaldiçoado por amor aos meus amigos que não
conhecem a Cristo.

Enquanto orava, comecei a receber abraços e votos de Feliz Ano Novo. Em meio à aqueles abraços, uma pessoa chegou emocionada, louvando a Deus por seu irmão mais novo entregar a vida a Jesus durante o apelo do pastor.

Esse irmão mais novo tinha o seu nome colocado diante de Deus em diversas orações, durante longos anos. Orações de pessoas que desejavam ser amaldiçoadas por amar a vida dele. Ao me lembrar disso, vibrei com a pessoa e falei: – Tá vendo? É tudo no tempo de Deus!

As comemorações acabaram, voltei para a casa e durante o caminho, refleti um pouco sobre a minha oração e a maravilhosa notícia de que alguém “próximo” tinha entregado sua vida a Jesus. Perguntei a mim mesmo qual era a conexão desses dois fatos e o que Deus estava me dizendo. A reflexão em face dessas perguntas foram profundas e gostaria de compartilhar para
encerrar esse texto:

O que Deus está me dizendo? O que vou fazer a respeito?

Confiar na Sua Soberania.

O quão, de fato, tenho confiado na Soberania de Deus? Oro para que Ele traga transformação na vida de pessoas, invisto do jeito que está ao meu alcance (sendo falho em diversas ocasiões por lutar contra a procrastinação) e me pego, muitas vezes, com vontade de desistir, por achar que Deus não vai responder…

Mas esse sentimento de querer abrir mão daquilo que Deus pode fazer é carregado de duas coisas a que o “velho eu” tende a dar espaço:

1) Imediatismo de querer que Deus faça da minha forma e na hora que eu quero. Porém, sou lembrado que a minha caminhada com o Senhor não é sobre as vontades do “Afonso” primeiramente, mas é sobre a vontade de um Deus, Todo-poderoso. Então, na hora que Ele quiser, Ele vai agir, Ele vai continuar sendo Deus! E o meu papel diante disso é somente de continuar intercedendo e crendo no seu plano redentor!

2) Creio que sou tão “espiritual” que travo uma luta  interna contra o desejo de me achar o único merecedor da Graça. Porém, quando olho para a transformação que tem ocorrido na minha vida, percebo que teve jeito para alguém que, outrora, não tinha fé nenhuma em algo transcendental e até zombava daqueles que tinham essa tal fé. Se Deus entrou na minha vida e mudou sonhos, visões e caráter, por que não faria com outros? Meu papel nisso tudo é ser o instrumento que Ele usa para alcançar outras vidas, orando diante da sua onipotência, crendo naquilo que está escrito e testemunhando, de forma integral, buscando viver e me permitir vida na vida!

Que a minha resolução para 2018,  de ser um agente do Reino de Deus, me traga orgulho na próxima virada de ano, não pelos números de “êxito”, pois sei que se eu me apegar a isso, vou acabar frustrado com o meu imediatismo, mas que esse orgulho seja por ser fiel àquilo que Deus tem colocado no meu coração através das orações!

Que Deus me ajude!

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