Cotidiano e Fé

Deus é provisão

E quando digo provisão não estou falando de preencher nossas garagens com carros de luxo, nem armários de sapatos e roupas novas, muito menos nossas barrigas com comidas de primeiro mundo. Estou falando do essencial, do indispensável.

É surpreendente o agir provedor de Deus e não sei como ainda me impressiono com o seu sobrenatural; com o quanto Ele é capaz de fazer. Como, depois de tantas maravilhas, tantos feitos fantásticos, ainda consigo me surpreender com o tamanho e a beleza de uma árvore que nasce através da morte de um grão tão pequeno de mostarda?

Em mais de 2.000 anos podemos ver uma grande história narrada através de uma carta de amor que começa em gêneses e ultrapassa apocalipse; nela vemos pão caindo do céu diariamente, coluna e nuvens guiando dia e noite, uma jumenta falando, pecadores sendo perdoados; mas, acima de tudo, vemos o amor nascer, viver e ser crucificado.

Impressionar-nos não é de todo ruim, desde que não seja uma manifestação inconsciente de incredulidade. Um dia Cristo disse a seus discípulos que se tivessem fé ao ordenar que um monte se jogasse nas águas, assim aconteceria; e apesar de saber de toda a soberania sobrenatural Dele ainda lamento pela pequenez da minha fé.

Ao mesmo tempo em que lamento não ser alguém com fé suficiente para dizer: “levanta, pega teu leito e anda” (porque Ele nos deixou tal autoridade se o fizéssemos através do seu nome), me sinto profundamente amada e relevante para o Seu reino quando Ele me direciona a hospitais, ruas, onde for para pregar um amor que um dia foi capaz de se deixar pregar numa cruz e abraçar a morte para que todo aquele que nele acreditasse ganhasse o direito à vida eterna.

Dar de graça o que de graça e pela graça recebi é muito mais que uma obrigação, é um privilégio!

Ser casa de Deus é estar disposto a arrancar os alicerces e se tornar móvel, levando o amor e a esperança de Cristo aonde quer que o Espírito de Deus direcione. Temos o direito de ficar onde e como estamos; no entanto, acredito que só achamos isso até o momento em que entendemos que nossa verdadeira liberdade está em nos acorrentarmos/ancorarmos a Jesus e nos prostrarmos aos pés da cruz onde deu seu ultimo suspiro.