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Os medos mais comuns na adolescência

A adolescência é uma fase dura da vida, embora seja indiscutível as vivências únicas que nos proporciona. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define adolescência como “uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta, que ocorre entre os 10 e 20 anos de idade”.

Nesse momento da nossa vida, diversas emoções se misturam dentro de nós, sejam elas por motivos hormonais, físicas, psicológicas e/ou sociais. Hoje, a visão de um adolescente é diferente há 20 anos atrás. Com as mudanças nos atuais comportamentos humanos, as cobranças por posturas mais maduras a um adolescente de 15 anos, por exemplo, é maior e claramente visível, sem contar como a “vida virtual” interfere diretamente nesse atual perfil.

Embora exista toda essa mudança nos comportamentos dos atuais jovens, ainda existem receios comuns. Deixa eu te contar quais os medos e as emoções mais sentidas por todo (ou quase todo) adolescente nessa fase incompreensível da vida.

Créditos: Pixabay

 

1. Medo do futuro

À medida que o tempo vai passando é comum que adolescentes percebam que expectativas estão sendo depositadas neles. Um ponto importante é que grande parte desses jovens chegam a desenvolver ansiedade pelo medo que tomar decisões, e consequentemente, acabam sofrendo por antecipação. Isso é desesperador. Decisões como: profissão a escolher, se deve fazer faculdade, se vai conseguir outros amigos, viver um namoro, são os mais comuns questionamentos. É preciso ter cuidado, pois, além da ansiedade, podem causar falta de autoestima e insegurança. Ao encontrar alguém assim, ofereça apoio. 

2. Relacionamento

Quem nunca sentiu aquela mistura de emoção e medo ao encontrar alguém que o coração bate mais forte? Então, é justamente nessa fase que adolescentes se jogam de cabeça nos relacionamentos para viver intensamente com a pessoa amada, e isso é normal, assim como outros perfis que tem medo do relacionamento, seja por baixa-autoestima ou porque compreendem que não seja o momento, que também é normal. Espere o tempo que for!

 3. Não ser aceito

A pressão de não ser aceito é real. Jovens tendem a mudar e/ou criar uma nova identidade para ser aceito em grupos de amigos, e essa atitude pode ser fatal. Segundo o psiquiatra e professor da faculdade de medicina da Universidade Federal do Ceará, Fábio Gomes, a adolescência é um período de decisão e experimentação da vida. “Muitos adolescentes adoecem diante dos graus de decisões. Uma dificuldade enorme é a de adaptação em relação às exigências múltiplas do mundo moderno. É preciso ter cuidado com a saúde mental”.

4. Fracassar

Não é apenas o medo do futuro que assusta, mas também a ideia de falhar nele. O receio de decepcionar quem amamos importa muito e chega a ser paralisante. Ter medo em fracassar nas escolhas nos impede de correr riscos e avançar nos objetivos, então, é normal sentir isso em qualquer momento da vida, isso é o que significa “crescer”.

5. Envelhecer

Alô! todo mundo envelhece, então, desencana.

6. Intimidade

Dúvidas em relação a vida sexual podem surgir. A primeira relação deve ser uma atitude pensada e com segurança. No Brasil, a primeira relação sexual tem sua média aos 15 anos, e já pode ser admitida como uma tendência generalizada (BORGES e SCHOR, 2005).

7. Medos ligados à escola

Tirar notas baixas é um problema para boa parte dos adolescentes. Aos que querem seguir a vida acadêmica, por exemplo, as cobranças já começam nas escolas com aplicação de testes, simulados, aulões e por aí vai. Mantém o foco e vai nessa.

8. Conseguir um bom emprego

Todo mundo sonha com um bom emprego e estabilidade financeira, e para conseguir isso, basta trilhar um bom caminho ao lado de pessoas que podem te ajudar a tomar boas decisões.

9. Assumir gostos e preferências

Dificuldade de assumir certos gostos e preferências, por exemplo, aquela música dos anos 80 que você ouve seus pais escutando e acaba gostando, mas no círculo de amigos negam até a morte. 

O psiquiatra Fábio Gomes orienta que neste momento é muito importante a presença de duas instituições fundamentais, a família, com acolhimento e suporte social, afetivo e emocional, e a escola, por esses jovens passarem muito tempo nesse ambiente. Humanizar esses dois ambientes com diálogo e compreensão torna mais fácil que esse adolescente passe dessa fase de maneira mais tranquila e menos traumática para ele e para família. 

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