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Os perigos do narguilé e do cigarro eletrônico

Créditos: Pixabay

Considerado muitas vezes como passatempo, o narguilé chegou ao Brasil e logo caiu no modismo entre público mais jovem. De acordo com o Ministério da Saúde, jovens de 13 a 35 anos, do sexo masculino, são os principais consumidores desse novo utensílio. Outro produto que tem efeito semelhante e bastante popular é o cigarro eletrônico. 

Segundo a Comissão de Controle do Tabagismo do Conselho Federal de Medicina (CFM), uma hora de uso do narguilé corresponde à nicotina de 100 cigarros comuns e, segundo estudos internacionais, o cigarro eletrônico pode induzir ao tabagismo.

Em entrevista ao blog, a pneumologista do Programa de Controle do Tabagismo do Hospital de Messejana, Penha Uchôa, explica os riscos do fumante exposto à inalação da fumaça. “Devido ao número crescente de usuários entre os jovens brasileiros, o narguilé foi pauta da campanha de combate ao fumo em 2019. Conhecido também como cachimbo d’água, talvez tenha gerado uma crença que ele sejas menos maléfico, mas na realidade o fumante vai estar mais exposto a monóxido de carbono pela queima do carvão e a metais pesados, sabidamente cancerígenas.”

De acordo com o IPC Maps (Índice de Pesquisa de Consumo), que analisa anualmente informações demográficas e de potencial de consumo de todos os municípios brasileiros, mostrou que últimos cinco anos ocorreu um crescimento de 80% nos gastos com produtos ligados ao fumo no país. Isso não significa que aumentou o número de fumantes, mas sobre os gastos ligados ao fumo.

A pneumologista ainda alerta sobre os tipos de doenças podem ser desenvolvidas com essas novas formas de fumar. “Essas outras alternativas também estão associadas a causas graves de doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e vários cânceres. Outro aspecto é de que como o aparelho é passado de boca em boca podem causar doenças virais como herpes, hepatite C e tuberculose”.

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