Discografia

Divina, maravilhosa

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(Continuação)

Dando continuidade à discografia comentada de Gal Costa, conheça aqui os disco que marcam uma nova fase na carreira da baiana. Após uma estreia bossa novista e a entrada no movimento Tropicalista, ela muyda voz, repertório e visual e dá novo fôlego ao trabalho.

Gal Tropical (1979) – Ao lado de Elis Regina e Maria Bethânia, Gal começa a ser vista como uma das três maiores estrelas da MPB. Em fase extremamente popular, ela começa a se mostrar como símbolo sexual, com direito a pôster interno no disco. Um dos seus maiores sucessos de venda, Tropical traz Força estranha, Balancê e as regravações de Índia e Meu nome é Gal.

Aquarela do Brasil (1980) – Novo tributo a um só compositor, este vem para Ary Barroso. Um clássico atrás de outro. Além de No tabuleiro da baiana, junto com Caetano Veloso, ela regrava com sucesso É luxo só, Na baixa do sapateiro e a obrigatória Aquarela do Brasil.

Fantasia (1981) – Novo sucesso garantido que traz registrado canções até hoje obrigatórias em seu repertório. Canta Brasil, Meu bem, meu mal, Festa no interior são só algumas. Estrela, estrela encerra o disco em altíssimo nível.

Minha Voz (1982) – A usina de sucesso parece não parar mais de trabalhar. Azul, de Djavan, Dom de iludir, de Caetano Veloso, Bloco do prazer, de Moraes Moreira e Fausto Nilo, e Verbos do amor, de João Donato e Abel Silva, marcaram. Pela primeira vez ela se junta ao Roupa Nova, em Solar, de Milton Nascimento.

Baby Gal (1983) – Praticamente uma continuação do disco anterior, Baby Gal repete a parceria com o Roupa Nova, agora na regravação de Baby. O destaque fica para a belíssima Eternamente, de Tunai, Sérgio Natureza e Liliane.

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Profana (1984) – Após anos na Philips, Gal Costa troca de gravadora e vai para a BMG e lança o fraco Profana. Roupa Nova mais uma vez aparece, agora no mega sucesso Chuva de prata. Nada mais, versão de Ronaldo Bastos para Lately, de Stevie Wonder, é ótima. Luiz Gonzaga divide Tem pouca diferença com sucesso.

Bem Bom (1985) – Caetano Veloso participando de Sorte e Tim Maia em Um dia de domingo, garantem o sucesso do também fraco Bem bom. Já acostumada à fama de diva, Gal começa a se mostrar repetitiva no repertório.

Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987) – Num disco com forte acento pop, Gal Costa regrava Lua de Mel, de Lulu Santos, e Here, There and Everywhere, dos Beatles. Esta última virou Viver e reviver, vertida para o português por Fausto Nilo.

Plural (1990) – A axé music não perdoou ninguém, nem Gal Costa que abre a década com o batuque de Salvador não inerte e Ladeira do Pelô. Na percussão, um certo Carlos Brown, ainda pouco conhecido. Dos clássicos, as ótimas Nua ideia e Alguém me disse.

Gal (1992) – Dividido em duas partes, o disco já chama atenção pelas belas fotos de Gal. Na primeira parte, mais imersão na música baiana e Coisas nossas, de Noel Rosa, pra justificar tanta negritude. Na segunda parte, Tom Jobim, Cartola e mais Noel Rosa, agora com Feitio de oração.

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O Sorriso do Gato de Alice (1993) – O melhor disco da Gal na década de 1990. Produzido por Arto Lindsay, ele junta composições de Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Gilberto Gil e Djavan. Paulinho da Viola toca na lindíssima Errática.

Mina d’Água do Meu Canto (1995) – Longo tributo (17 faixas) a Caetano Veloso e Chico Buarque. A dupla de homenageados se encontra para compor Como um samba de adeus, dedicado a Tom Jobim. Entre novas e antigas, Gal impressiona pela ótima interpretação e pelo belíssimo encarte.

Acústico MTV (1997) – A convite do canal, Gal faz uma revisão de sua carreira dando um forte acento na sua veia pop. Os convidados deixam isso claro: Herbert Vianna, Frejat, Luiz Melodia e Zeca Baleiro. Destaque para Aquarela do Brasil e Baby.

Aquele Frevo Axé (1998) – Entrando numa sequencia de discos menos inspirada, Gal faz um apanhado de canções óbvias e dá a sua versão. Você, Esquadros e Quase um segundo, são algumas. Destaque para Imunização racional de Tim Maia.

Gal Costa Canta Tom Jobim Ao Vivo (1999) – Ao lado de uma orquestra e produzida por Marco Mazzola, Gal lança seu primeiro disco duplo em homenagem ao maestro soberano Tom Jobim. O repertório é o básico: Samba do avião, Lígia, Desafinado e outras 21.

Gal de Tantos Amores (2001) – Com apenas uma inédita, Caminhos do mar, o disco traz uma série de regravações pescadas de repertórios alheios o da própria Gal. Folhetim, Força estranha, Que maravilha são algumas, mas prefira as originais. Apaixonada, de Nelson e Ed Motta, foi tirada da trilha sonora do filme “A partilha”.

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Bossa Tropical (2002) – Nova mudança de gravadora, agora para a Abril, e ela lança um trabalho que pouco se falou. O repertório tira para várias direções. Arnaldo Antunes, Chico César, Vander Lee, e Tom Jobim.

Todas as Coisas e Eu (2003) – Seguindo o modelo dos anteriores, Gal regrava compositores tarimbados e não surpreende. Folhas secas, Kalu, Fita amarela, Pra machucar meu coração são algumas entre as 15 faixas.

Hoje (2005) – Em resposta às críticas de que não lança mais nada de novo, Gal faz uma seleção de novos compositores para sua estreia na gravadora Trama. Em tempos bicudos para quem quer tocar no rádio, ele lança um bom disco que ficou meio apagado. Acompanhada pelo piano mágico de César Camargo Mariano, ela faz boas interpretações em Nada a ver, Hoje e Embebedado.

Gal Costa Live At The Blue Note (2006) – Gravado no lendário palco de jazz de Nova York, Blue Note, Gal desfila um repertório formado basicamente por Tom Jobim e Ary Barroso. De fora, sambas antigos. Acompanhada por um quarteto de violão, bateria, baixo e sopros, a cantora se mostra à vontade, conversa com a plateia e faz um belo registro, lançado inicialmente no mercado americano.

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Gal Costa Ao Vivo (2006) – Registro ao vivo da turnê do disco “Hoje”. 35 anos depois, ela resgata canções do seu eterno clássico Fatal. Fruta gogóia e Antonico são algumas. Tem ainda Juventude transviada, de Luiz Melodia, e Coisa mais linda, de Carlos Lyra.