Discografia

Dicas de Natal

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Chega o fim de ano e começam a vir as dúvidas sobre o que dar de Natal para os amigos. O Discografia (assim como várias outras pessoas) adianta as coisas e dá aqui seis dicas legais de discos. Tem pra todo gosto, do moderninho ao clássico. Escolha o seu.

TULIPA – EFÊMERA

A voz de Tulipa Ruiz guarda um pouco da modernidade da nova geração, embora não deixe de lembrar os maneirismos da divina Carmem Miranda. Isso vem logo na primeira faixa que dá nome ao disco e ganha o reforço vocal do trio Negresko Sis (Céu, Thalma de Freitas e Anelis Assumpção). Tulipa é filha de Luiz Chagas, guitarrista de Itamar Assumpção, e em seu disco de estreia reforçou o time de boas cantoras com um repertório leve, curioso e criativo. É o caso do rockzinho A ordem das árvores que traz a proto-filosofia “a ordem das árvores não altera o passarinho”. Para ouvir com os amigos numa festinha íntima.

SANNY ALVES – SAMBA E AMOR

Apostando em um caminho mais tradicional, Sanny Alves é uma bela morena que se divide entre a carreira de cantora e atriz, embora no segundo ofício traga como Missa de Quilombos, como músicas de Milton Nascimento, e Divina Elizeth, onde interpreta Elizeth Cardoso. Seu disco de estreia, Da cor do pecado (2003), foi lançado somente no mercado japonês. Ou seja, Samba e Amor é sua boa estreia neste país tropical abençoado por Deus. Entre os compositores deste disco, formado basicamente popr sambas e bossas, Sidney Miller, Chico Buarque, Tom Jobim e Wilson das Neves. Para ouvir tomando conhaque.

KARINA BUHR – EU MENTI PRA VOCÊ

Essa volta ao time dos moderninhos. O sotaque não nega a raiz recifense da moça, embora ela tenha nascido na Bahia. Vocalista do Cumadre FulozinhaKarina Buhr tem uma voz pequenininha e doce que, aliada a um instrumental cheio de ambiencias, ganha espaço. Aliás, esse instrumental é feito por gente como Guizado, Fernando Catatau, Edgard Scandurra, Bruno Buarque e Marcelo Jeneci. Nesse seu primeiro projeto solo, a prioridade é a estética. então, você tem letras em alemão, reggae, ode ao ócio criativo, lei de incentivo à cultura e mais uma porção de coisas. Pra levar pra uma balada cabeça.

LUÍZA MAITA – LERO-LERO

Quando começa a tocar, a impressão que passa é que esta paulistana é mais uma da nova lavra de sambistas. Puro engano. Embora o samba apareça como uma referência forte, a coisa aqui vai bem mais além. Cantora e compositora, Luísa Maita tem personalidade na hora de trabalhar. Os destaque ficam para Fulaninha e Maria e Moleque, esta de Rodrigo Campos. Luísa usa sua voz levemente rouca com sensualidade e casa bem com o instrumental eletro/acústico. Pra ouvir num jantar a dois.

VANESSA BUMAGNY – PÉTALA POR PÉTALA

Para entender este segundo disco da cantora paulistana Vanessa Bumagny, é preciso antes saber que o produtor chama-se Zeca Baleiro. Ao longo de doze faixas, a voz doce e a variedade de ritmos se mostra presente. E, importante, todas as 12 são ótimas composições dela mais parceiros. Entre eles, o próprio produtor Zeca que ainda divide os vocais de Blind mask. Outro convidado, Dominguinhos canta no belíssimo xote Linha de fogo. Em resumo, trata-se de um disco indispensável na coleção de qualquer fã de música brasileira. Pra ouvir no churrasco chique.

ANTÔNIA ADNET – DISCRETA

Começa que o sobrenome da moça já é bem conhecido. Filha de Mario Adnet, ela já sabe o que é vida de artista desde cedo. Dando uma navegada no seu site oficial, você encontra fotos dela na gravação da TV Colosso e no palco com Roberta Sá. A vozinha afinada, o violão delicado, fazem de Discreta um disco despudoradamente MPB com fortes tende^ncias bossanovísticas. Pra fechar o assunto, Roberta Sá divide a canção título, um sambinha que entrega tudo “a minha discrição é um labirinto”. Além de Roberta, o ator Marcelo Adnet canta em Pessoas incríveis e João Cavalcanti (Casuarina) em Quero um xamego. Pra completar, duas peças intrumentais, uma delas do maestro Moacir Santos. Pra ouvir na hora de relaxar.