Discografia

Embarque com o Rush na Time Machine

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Por Aflaudisio Dantas (aflaudisiodantas@opovo.com.br)

O tempo chega para todos. Supera belezas, vigores, só não suplanta a genialidade. É essa a impressão que tenho ao explorar o encarte e ouvir exaustivamente Time Machine, o mais novo trabalho do Rush. Apesar de não esbanjar a mesma jovialidade frenética da turnê Rush In Rio, o power trio mais virtuoso da história do rock mostra que continua afiado. E o melhor, cada vez mais maduro e preparado para proporcionar um belo show de rock.

A turnê que deu origem ao CD e DVD é uma viagem ao passado. Uma máquina do tempo, tal qual diz o título, cuja função é fazer o fã viajar pela trajetória da banda. Essa digressão tem como destino final o ano de 1980 para celebrar os trinta anos de lançamento do álbum Moving Pictures. O disco Moving Pictures não é tocado integralmente desde a turnê de lançamento do mesmo, que acabou em 1983. Desde então, o Rush nunca mais tocou a faixa The Camera Eye. Agora com a volta da canção ao set list, finalmente os fãs podem deleitar-se com a execução integral de um álbum essencial para a história do Rock.

São lançadas duas músicas inéditas neste show, BU2B e Caravan, que estarão no próximo disco de estúdio, Clockwork Angels, ainda sem data de lançamento. Mas a turnê não é para trazer novidades e sim celebrar o que já foi feito. A capa do álbum com aparência de capa de LP reforça essa viagem. Um pequeno livreto acompanha o encarte e vem com uma sequência de fotos do show, no melhor estilo Rush.

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No palco, a perícia de sempre. O vocal de Geddy Lee já não é tão agudo, mas ainda assim Closer To The Heart está perfeita em sua voz. Os solos de Alex Lifeson em Free Will e em 2112 Overture ainda são dos mais geniais. O ritmo descompassado e quase impossível de se acompanhar da bateria de Neil Peart simplesmente encabula quem o assiste. Enfim, o Rush paga o ingresso do seu fã com mais um registro memorável.