Discografia

Marcelo Fróes e Fausto Nilo comentam o box Moraes Moreira Anos 70

Depoimento do Marcelo Fróes:

“Minha vontade de ver estes discos do Moraes devidamente reeditados vai além do plano profissional. É claro que, como colecionador, eu sentia uma lacuna na discografia deste grande músico. Os discos da Ariola e da CBS, feitos nos anos 80, também precisam ser reeditados… e se as gravadoras não resolverem fazer, é claro que nós tentaremos. Mas, voltando ao começo, como pessoa eu também tinha vontade de fazer. Porque em todas as vezes que procurei Moraes Moreira, ao longo das décadas, sempre fui atendido com a mesma simpatia. Moraes Moreira é, como poucos, um cara muito bacana. E naturalmente que seu alto astral fica prensado  junto com as canções em seus discos. Tive imenso prazer em realizar este projeto e é muito gratificante a alegria com que ele está vendo a repercussão nacional do box”.

Depoimento de Fausto Nilo:

“Eu gostava de Carnaval muito remotamente, no tempo de juventude. E era no tempo dos bailes, com namorada e tudo. Cheguei até a ir. E, naturalmente, os carnavais de rua, com aquelas turmas de esquina. Mas só cheguei até ali. Fui no Carnaval da Bahia, quando fiz minha primeira música, que é uma história engraçada. Eu sempre escrevi letras melancólicas. Gosto disso. E o Moraes (Moreira), que era meu novo parceiro, me ligou da Bahia dizendo que tinha feito uma melodia, que queria me mostrar e que era uma melodia de Carnaval. Eu falei que dificilmente saberia escrever uma música de Carnaval. (Moraes) ‘Não, cara, chega aí. Eu já tenho o macete e te mostro’. Preocupado com isso, me preocupei também de começar a fazer uma letra de Carnaval. Comecei a me testar. Na hora que eu mostrei ao Moraes a letra que eu fiz, ele dizia assim ‘cara, o que que é isso?’ (faz tom de espanto). E eu não entendia. Mas ele botou a letra na perna, pegou o violão e cantou a música com a minha letra. É inacreditável, mas é verdade. Só teve uns três pontos de ajustes. E era o ‘Chão da praça’”.