Discografia

Editora Planeta lança biografia de Ronnie Von

ronnie2Carioca de Niterói, Ronnie Von poderia ter sido apenas mais um rostinho bonito a figurar no elenco da geração Jovem Guarda. Dono de dois belos olhos claros, ele fez muitas garotas chorar naqueles anos 60 cantando sucessos bobinhos como A praça e Meu bem. Mas a questão é que o Pequeno príncipe, como foi apelidado, queria mais da carreira e, em apenas quatro anos, lançou três clássicos da música brasileira que misturavam a psicodelia dos Mutantes com temas malucos falando de super-heróis e naves espaciais. Tudo era tão moderno, agressivo e novo, que foi incompreendido pelo público. Só o tempo redimiu o cantor e hoje seus discos valem alguns milhares de reais pelo mundo.

Tempos depois, Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira deixou a música e partiu para outras atividades, como a de pai solteiro com filhos pra criar. A história deste artista – por muito tempo considerado de menor tamanho – agora ganha as páginas da 15060434biografia O príncipe que podia ser rei, lançado pela editora Planeta do Brasil. Escrito por Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel, o livro narra a história do ex-piloto da aeronáutica, ex-estudante de economia, ex-quase profissional do mercado de capitais que largou tudo – contrariando o desejo dos pais – para ser cantor. À frente do programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, transmitido na TV Record, ele também foi responsável por apresentar nomes como Martinha, Eduardo Araújo e a banda Mutantes.

A reedição em vinil dos seus três álbuns clássicos – Ronnie Von 2 (1967), A misteriosa luta do reino de Para sempre contra o império de Nunca Mais (1969) e Máquina voadora (1970) – vieram junto com um crescente interesse por saber mais sobre seu autor. Tanto que, na sequência, vieram documentários na TV e uma performance musical inédita, depois de 17 anos. Por isso, a edição da biografia O príncipe que podia ser rei deve ser recebida a mesma empolgação sentida em músicas como Sílvia 20h domingo, Por quem sonha Ana Maria e Meu novo cantar. Vai ser uma tremenda anarquia!