Discografia

Radiografia: Arnaldo Antunes

ARNALDO ANTUNES 1 crédito Marcia Xavier (2)Aproveitando o lançamento de Já É, mais novo disco de Arnaldo Antunes, o DISCOGRAFIA repassa os 22 anos de carreira solo desde paulistano de cabeça privilegiada. Pra quem não lembra, antes de se tornar um dos compositores mais requisitados entre roqueiros e emepebistas, Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho foi integrante dos Titãs. De cabelos degrenhados, roupas mal cortadas (por ele mesmo) e performance alucinate, ele fez história cantando clássicos como Televisão, O Pulso e Comida. Como artista solo, ele abriu todas sua artilharia sonora e poética para novos parceiros, como Jorge Benjor, Marisa Monte e Carlinhos Brown. Confira essa história em capítulos pontuados pelos discos de estúdio que ele lançou na carreira solo.

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Nome (1993) – Estreia solo um ano após deixar os Titãs. Lançado em disco e vídeo, Nome é uma obra caótica com participações de Marisa Monte, João Donato.

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Ninguém (1995) – Mais acessível que o anterior, mostra sua força em composições inéditas e releituras de Lupicínio Rodrigues (Judiaria) e Gilberto Gil (com João Donato, Lugar Comum)

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O Silêncio (1996) – Seguindo numa linha tênue entre o rock e a MPB, o disco mistura poesia concreta com samba clássico. Mas o destaque é o dueto com Chico Science em Inclassificáveis.

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Um Som (1998) – Cada vez mais à vontade como artista solo, explora ritmos novas parcerias. Os destaques ficam para As árvores, Socorro e Engrenagem. No conjunto, trata-se do melhor álbum solo de Arnaldo Antunes.

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Paradeiro (2001) – Laboratório do que viria a ser Os Tribalistas, o disco é marcado pelos laços fortes com Carlinhos Brown e Marisa Monte. Tem ainda a divertida Essa Mulher e uma linda regravação em c lima bossa nova de Exagerado, clássico do repertório de Cazuza.

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Tribalistas (2002) – O que dizer de um disco que une a voz de Marisa Monte, a percussão de Carlinhos Brown e a poesia de Arnaldo Antunes. Ao longo de 11 faixas inéditas, eles ainda trocaram esses papeis e criaram clássicos instantâneos como Já sei Namorar, Velha Infância e Carnavália.

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Saiba (2004) – Espécie de segunda parte do disco anterior, a faixa título é uma estranha canção de ninar. Mantendo o ritmo, tem as emocionantes Grão de Amor e Onde estavas, Lugar?.

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Qualquer (2006) – Se entregando de vez a uma MPB com cara própria, ele lança seu disco mais manso. A surpresa fica para a regravação do clássico novo baiano, Acabou Chorare. O disco ganhou um, emocionante registro ao vivo.

Arnaldo Antunes - Iê Iê Iê (Capa Oficial do Álbum) [www.coverbrasil-leko017.blogspot.com]

Iê Iê Iê (2009) – Voltando a acelerar o ritmo, o disco traz uma releitura da Jovem Guarda. Com produção de Fernando Catatau, o disco rendeu uma bem sucedida turnê e o maravilhoso DVD Ao vivo Lá em casa.

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A Curva da Cintura (2011) – Parceria com o guitarrista Edgard Scandurra e com o músico Toumani Diabaté, de Mali. Usando instrumentação curiosa e melodias fáceis, o disco foi todo gravado na África.

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Disco (2013) – A ideia era discutir o conceito de disco em tempos de streaming e download. Destaque para as participações de Céu e Hyldon em Trato e para a primeira parceria de Arnaldo e Caetano Veloso (Morro, amor)