Discografia

Os encontros de Marina Lima

Foto: Mauri Melo/O POVO.

Foto: Mauri Melo/O POVO

Em uma conversa aberta, a cantora e compositora carioca Marina Lima falou sobre a carreira

Com quase quatro décadas de carreira, Marina Lima tem muitas histórias para contar. Convidada para a estréia do projeto Vida&Arte Convida, a carioca – conhecida por sua voz rouca e marcante na MPB – participou de uma entrevista aberta exclusiva para leitores do O POVO e ouvintes da Mucuripe FM. Com mais de 20 discos lançados, a cantora e compositora traz na bagagem a certeza de quem muito já viu e ainda tem muito para mostrar.

Foto: Mauri Melo/O POVO

Foto: Mauri Melo/O POVO

O bate-papo ocorreu na noite do último sábado, 5, no espaço O POVO de Cultura e Arte. A conversa durou cerca de 60 minutos e foi conduzida pelo jornalista Marcos Sampaio, editor adjunto do núcleo de cultura e entretenimento do O POVO. Durante toda a entrevista Marina mostrou simpatia e lembrou histórias curiosas sobre shows e parcerias.

Com a discografia completa em mãos, cedida gentilmente por uma fã para o encontro, Marina fez uma breve retrospectiva da carreira, que começou quando ela ainda morava no exterior. Relembrando o primeiro disco, Simples como fogo, de 1979, lançado pela gravadora Warner no Brasil, Marina contou a surpresa e a emoção de ser um dos primeiros nomes da marca no País. “Eu fui selecionada ao lado de nomes como Tom Jobim e Belchior e só tinha 17 anos. Foi ideia da minha tia Léa me levar para a audição e o resultado foi uma grande surpresa”, declarou logo no início da conversa. Porém, iniciar a carreira em um país ainda conservador e machista teve suas dificuldades e, um ano depois, Marina rompeu com a gravadora.

A partir da década de 1980, Marina passou a fazer parte do catálogo da gravadora Ariola. Neste ponto da conversa, a cantora ressaltou suas parecerias. Em Olhos Felizes, de 1980, o destaque vai para  Rastros de Luz, resultados da famosa parceria com o irmão Antonio Cícero. Porém, foi com Nosso Estranho Amor que a cantora ganhou as rádios do País. A canção, que segundo a cantora foi um presente de Caetano Veloso, foi a responsável por lançar Marina no cenário nacional. “Eu morei muito tempo no exterior e era desconhecida aqui. E gravar com o Caetano foi o grande ‘boom’. Poxa, era o Caetano”, lembra Marina. “Antigamente o rádio tinha um papel maior na difusão e para abrir campo. E a rádio recebeu muito bem a canção”, completa.

Questionada sobre as suas referências musicais, Marina afirma que sempre foi eclética. “Como eu fui para os EUA ainda muito nova, eu cresci ouvindo um som diferente. Rock, blues, música negra. Acho que foi por isso que eu demorei a ser reconhecida aqui no Brasil. Eu queria trazer tudo isso para cá. Queria lançar o pop”, completa a compositora. Já sobre sua relação com o Ceará, a cantora afirma que o Nordeste faz parte da sua memória afetiva. “Tudo aqui lembra meus pais”, finaliza artista que é filha de nordestinos e tinha familiares no Ceará.

Foto: Mauri Melo/O POVO

Foto: Mauri Melo/O POVO

Após a conversa, a própria Marina perguntou se o público tinha alguma dúvida ou pergunta. E depois, se disponibilizou para tirar fotos e autografar discos dos presentes. A noite terminou com o convite para que a platéia comparecesse ao show que ela faria no domingo, 6, e com a promessa de cantar Transas de Amor, que foi solicitada pelo entrevistador várias vezes durante a noite.

Marina Lima foi a primeira artista a participar do Vida&Arte Convida. O projeto é uma realização do núcleo de cultura e entretenimento em parceria com a Mucuripe FM e irá trazer entrevistas e debates sobre arte mensalmente ao Espaço O POVO.

Para assistir a entrevista completa é só clicar aqui