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Três perguntas para Frejat

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Foto: Mauri Melo

Por Cristina Fonenele (cristinafontenele@opovo.com.br)

Em sua recente visita a Fortaleza, para participar do I’Music, Roberto Frejat falou rapidamente com o DISCOGRAFIA sobre suas expectativas para 2018. Confiram o bate-papo

DISCOGRAFIA – Quais as expectativas para esse ano?

Frejat – Na verdade, esse ano eu pretendo continuar com a turnê do Tudo se Transforma. Eu tenho algumas músicas que eu estou lançando aos poucos. Vou colocar à disposição do público, algumas vão ser incluídas no show, outras são coisas que eu gosto, músicas que eu fiz que gostaria de colocar à disposição do público. Não tem necessariamente uma obrigação de estar dentro do repertório do show. Estou fazendo algumas trilhas sonoras. Acabei de produzir o disco do Serginho Trombone, que é um disco instrumental e deve ser lançado esse ano. E sigo fazendo algumas coisas. Tenho participado de algumas trilhas de filme. Uma eu fiz, inclusive, inteira a trilha com o Leoni, que é para o filme Intimidade entre Estranhos, do José Alvarenga, e tenho outros projetos de música que estou envolvido. Tenho outro projeto muito interessante, mas não posso abrir agora, porque estou apresentando ele para as pessoas, para ver se consigo suporte financeiro, que é muito difícil hoje você produzir um espetáculo novo. Eu nunca trabalhei com Lei Rouanet, nunca tive esse tipo de suporte. Então é difícil a gente conseguir produzir show. É caro. A produção, colocar todo mundo para ensaiar… Porque o repertório está na cabeça, as ideias estão aí, mas colocar isso em prática é um pouco mais difícil.

DISCOGRAFIA – Como avalia o ano para o mundo artístico?

Frejat – Péssimo. Péssimo, porque nós somos a primeira área a ser atingida. Você não pode economizar… Você vai cortar na saúde, vai cortar na educação, mas você não pode cortar tudo. O entretenimento, por exemplo, se você ficar duro, você fica em casa. Então, a nossa área sofre muito por conta disso. Fora que eu acho que, muitas empresas que sempre apoiaram muito a parte de eventos, nesses três últimos anos estão muito inseguras em relação à situação econômica do País e não têm tido muita segurança em colocar dinheiro. Mesmo que seja para fazer um marketing, uma divulgação, uma publicidade das marcas delas. Então, todos esses apoios que muitos eventos grandes tinham, têm diminuído. A gente sentiu muito. A classe artística sentiu muito os efeitos da crise econômica. Muito mesmo. Mas a gente vai em frente. Eu sou um artista que já tenho muito tempo de carreira, então eu consigo permanecer, sobreviver. Mas é difícil, não é uma coisa fácil não.

DISCOGRAFIA – Qual a mensagem que você deixa para o público para esse ano?

Frejat – O que eu gostaria de dizer para o público, além de que eu vou estar aí fazendo minhas músicas, e gostaria muito de encontrá-lo nos show, é que esse é um ano decisivo para o Brasil, para a história brasileira. Acho que as pessoas têm que ter consciência de que, essa próxima eleição, é uma eleição onde a gente tem uma oportunidade de dar uma depurada nesse País. Eu acho que, se a gente perder essa oportunidade, o País vai andar para trás pelo menos uns 30 ou 40 anos, até a gente conseguir voltar a esse ponto que a gente está agora.