Educação

Estudo mostra que a conclusão do ensino superior eleva em 100% a renda dos brasileiros

As boas possibilidade de êxito no mercado de trabalho estão cada vez mais associadas ao nível de estudo que as pessoas possuem. Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

As boas possibilidades de êxito no mercado de trabalho estão cada vez mais associadas ao nível de estudo que as pessoas possuem. Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Está mais do que provado. Quem possui ensino superior completo possui melhores perspectivas no mercado de trabalho, em relação a quem tem apenas o ensino médio ou fundamental concluído. Agora, de quanto é o incremento de renda que um graduado possui isso pouca gente sabia.

Nesta semana, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o estudo Panorama da Educação e deu resposta a essa questão. De acordo com a pesquisa, quem possui formação de nível superior no Brasil eleva em 100% sua renda mensal.

O dado é animador, pois na maioria dos 30 países-membros da OCDE (incluindo Alemanha, Estados Unidos, Austrália, França e México), a conclusão do ensino superior aumenta apenas em 50% a renda dos trabalhadores.

A pesquisa mostra também que os ganhos do brasileiro que conclui o ensino médio aumentam em 50%. Além do Brasil, outros 17 países analisados pelo estudo também apresentaram esse resultado.

Como nem tudo é um mar de rosas, vamos as más notícias:

O relatório apontou ainda que as taxas de conclusão do ensino médio entre os adultos (de 25 a 64 anos) na maioria dos países analisados é de 60%. O número é bem inferior ao verificado no Brasil, onde 63% da população na mesma faixa etária não concluíram esse nível de ensino.

Outra baixa. Em média, 34% da população jovem (que possui entre 25 e 34 anos) dos países membros da OCDE e parceiros concluíram o ensino superior. No Brasil, esse índice é bastante inferior: apenas 10% dos jovens terminam a etapa, segundo o relatório.

No Ceará, as duas instituições públicas federais de ensino superior estão em fase de expansão (Instituto Federal -antigo Cefet- e a UFC). Vamos esperar agora que as três universidades estaduais (UECE, URCA e UVA) também sigam o mesmo caminho. Com mais vagas e mais cursos, aumenta o acesso dos cearenses ao ensino superior e isso, conseqüentemente, gera mais perspectivas de uma vida melhor para o povo do nosso Estado.

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Bruno Anderson Balacó – brunobalaco@opovo.com.br