Educação

"Retirar a televisão da frente de jovens e crianças".

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“Retirar a televisão da frente de jovens e crianças”. Com essa temática, Valdemar Setzer, que é professor titular aposentado da USP e mantém um  blog com artigos e conferências cujo tema primordial é a crítica à programação dos meios de comunicação, reflete brilhantemente o tema em uma entrevista a Pontocom.

Nesta entrevista à revista eletrônica, disponível também no site da revista Educação Pública (www.educacaopublica.rj.gov.br), ele propõe que os pais deixem que as crianças brinquem como crianças, sem televisão, videogame ou acesso à internet, pois a aceleração que esses veículos proporcionam é prejudicial à infância.

O mais interessante da entrevista é a reflexão que ela proporciona. Será que é possível ser criança no mundo “internético” de hoje? Vivemos uma era tão globalizada que eu fiquei me perguntando isso. Eu nunca gostei de video game. Preferia as brincadeiras com as outras criançs, principalmente os meninos, que não tinham tanta frescura na hora da “carimba”, ou do “grilo”, por exemplo.

Mas somos frutos de nossos tempos. Quem ensinará para nossas crianças essas brincadeiras? Os pais? Estes estão suando para pagar colégios caros e botar  a alimentação na mesa. A escola? O currículo escolar muitas vezes está preocupado com a preparação para o vestibular. Desde muito cedo as crianças são obrigadas a fazerem cursos de línguas, raciocínio lógico, aulas extras, enfim.

Não sei. Acho que  a pergunta principal é: o que é ser crianças hoje? Eu defendo que crianças tem que brincar como criança sim. Viver essa fase tão legal, cheia de descobertas e prazeres infantis. No entanto, a realidade em que vivemos é outra. Cada vez mais se constrói apartamento porque não se tem lugar para casas, quintais, jardins e a áreas de lazer para brincadeiras.

O que essas crianças vão fazer? Como compensar tanta falta de atenção e carinho? Com playtations, LCDs e tantas outras tecnologias e programações horrendas que a televisão oferecem e os pais permitem o acesso. Eu acho que o caminho é educar para a mídia e não evitá-la. Aliás, nem tem mais como fazermos isso.

Leiam a entrevista. Vale a pena.

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