Entre Aspas

Incólumes ao tempo

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Quanto tempo faz que você não vê aquela pessoa? Quanto tempo faz que você não bebe aquele drink, que te faz repensar assuntos que na sobriedade são impensáveis? Quanto tempo faz que você deu o último abraço, que brigou pela última vez, que desligou o telefone na cara de alguem, que mandou alguem ir se f…? Quanto tempo faz que a vida é assim? Essa eu me arrisco a responder. A vida é assim desde sempre, desde que o tempo é tempo, desde que horas são horas e esperas são esperas. O tempo não perdoa, ao contrário disso castiga severamente nós, meros mortais que dependem dele e que fazem planos de uma vida inteira baseados no tempo, na duração dos segundos, nos ponteiros do relógio.
Eu já me acostumei com os ponteiros do relógio, e não faco como a música da Adriana ou Marisa diz, eu não conto as horas para te ver ate porque o ‘te ver ‘ não existe, nem em imaginação, por mais fértil e inconstante que seja a minha.
É preciso domar o tempo, impor regras, porque se a gente deixa o tempo brincar com a gente, ele manda, escraviza e faz gato e sapato da gente. Lembra das perguntas que você fazia um tempo atrás? “Como eu vou ser daqui a dez anos? “E aí te pergunto: o tempo foi ou não foi capaz de te responder esse questionamento?Meu bem é preciso saber lidar com a passagem, com o passado, presente e o que ainda está por vir, são tempos de morangos, tempos de cores, por mais que estejam cinzas, são cores.
Me dou bem com o tempo, em certas questões me atropelo, quero voltar a fita, recarregar o filme , mas aí já é tarde demais, o filme já esta sendo exibido e as cenas correm loucamente me fazendo pirar. Em outras ocasiões não, até me dou bem, consigo administrar o tempo. Coloco a leitura em dias, faço ligações para números que estavam esquecidos por entres as minhas agendas velhas guardadas no fundo do meu guarda-roupa. Marco encontros e saídas, cinemas, barzinhos, festas prives, enfim, me dou bem com o tempo. Acho que chegou no final da crônica, era isso que eu queria compartilhar com vocês. Não podemos ficar parados e deixar o tempo passar, não podemos passar incólumes a atualização dos dias, meses, anos e vidas. Fica preso ao passado já não está na moda meu bem, mude, esquece.  É preciso fazer tudo no seu devido tempo.  E agora chegou o tempo de colocar um ponto final nesta crônica.

 

Texto e Imagem: Eduardo Sousa