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Dezembro vermelho: Aids matou um a cada três dias no Ceará

Dezembro vermelho: Aids matou um a cada três dias no Ceará
Dezembro chega com o dever de ser um período de alerta para prevenção e acompanhamento às doenças sexualmente transmissíveis. O ‘Dezembro Vermelho’, proposto com a finalidade de combater DST’s, traz o alerta que, no primeiro semestre deste ano, no Ceará, uma pessoa morreu devido à Aids, a cada três dias. Sífilis é outra doença que vem se tornando epidemia.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) registrou que, pelo menos, 600 pessoas foram diagnosticadas com HIV no Ceará. A ginecologista e obstetra Gabriela Alcantara destaca que além da possibilidade de prevenir a doença por meio do uso da camisinha, é preciso acompanhamento médico para detecção precoce das doenças .
“Durante a rotina ginecológica anual é importante realizar os exames sorológicos para todas essas doenças, principalmente se houver relação desprotegida ou com múltiplos parceiros. Outra coisa que precisamos destacar é a importância do diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis durante o pré-natal”, ressalta Gabriela.
A médica afirma que algumas dessas doenças têm repercussão no feto. O bebê já pode nascer infectado pelo HIV se não forem tomadas as medidas preventivas. Sífilis, por exemplo, se a mulher adquire na gestação e não trata, o bebê pode nascer com anemia severa ,alterações ósseas, hepáticas e outros inúmeros problemas.
“Em relação ao HIV, também esse diagnóstico e acompanhamento vão definir a via de parto da paciente. Pacientes com HIV podem sim ter parto  normal, desde que a carga viral dela seja indetectável. A doença tem que estar tratada e o vírus não pode ser detectado na corrente sanguínea. Essa é a condição”, disse.

Laura Bandeira Jornalista Âncora Comunicação