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Chocolate na medida certa pode ajudar no controle da pressão arterial e tem efeito anti envelhecimento

Chocolate na medida certa pode ajudar no controle da pressão arterial e tem efeito anti envelhecimento

Durante a Páscoa, o chocolate faz o papel de vilão. Endocrinologista explica que 30 gramas diárias do doce podem trazer benefícios à saúde e por qual razão o chocolate branco não deve ser consumido

 

Não há dúvidas de que no período de Páscoa o consumo de chocolate aumenta consideravelmente. Entretanto, é também na época que pais e mães, ou mesmo adultos, devem ficar atentos ao doce que, a depender da quantidade ingerida, pode desencadear efeitos agudos como diarreia, azia, agitação e insônia, especialmente em crianças. Quando consumido de maneira moderada, porém, o chocolate não é vilão. O ideal, então, é estar alerta à quantidade adequada para o corpo.

 

Endocrinologista e professora de Medicina da UniChristus, Ana Flávia Torquato explica que 100 gramas diários de chocolate pode ser considerada uma quantidade razoável para o consumo durante a Páscoa. Segundo a médica, é preciso moderação para evitar prejuízos causados pelo exagero. “Além disso, o chocolate é muito calórico e seu excesso leva ao ganho de peso”, destaca.

 

Segundo Ana Flávia, a base do chocolate é a amêndoa do cacau, que possui flavonoides, polifenóis e outras substâncias antioxidantes que melhoram a pressão arterial e os índices de colesterol, têm proteção cardiovascular e efeito antienvelhecimento. A médica, contudo, alerta para o fato de que, durante a fabricação do produto, a massa e a manteiga da amêndoa do cacau são misturados a quantidades variadas de açúcar, leite, outros tipos de gordura e emulsificantes, por exemplo, e que por isso a atenção deve começar na embalagem.

 

“Alguns produtos contêm uma quantidade muito pequena de cacau. Em geral, os chocolates ao leite de sabor mais doce contêm apenas 25%. Assim, muitos produtos são mais uma guloseima do que um alimento, o que invalida boa parte dos benefícios. Para se obter benefícios para a saúde, deve-se optar por produtos com menos açúcar na composição, ou seja, com 70% de cacau ou até mais”, diz a mestre em Farmacologia.

 

Não vivo sem chocolate

Para os “chocólatras”, o segredo é escolher um chocolate que seja benéfico para a saúde e controlar a quantidade. “Uma porção pequena de 30 gramas de chocolate amargo com no mínimo 70% de cacau pode ser consumida diariamente”, adverte Ana Flávia. A endocrinologista explica que, pelo fato de chocolates com maior teor de açúcar serem mais palatáveis, o ideal é tentar acostumar o paladar a versões mais amargas. “Pode-se começar com algo em torno de 50% e ir aumentando o teor de cacau. Quanto maior for a parcela de cacau no produto, maiores serão os benefícios para a saúde.”

 

Chocolate branco e seu alto nível de açúcar

O chocolate branco não é considerado chocolate de verdade, diz a médica, pois não contém a massa da amêndoa do cacau. Apenas a manteiga do cacau é utilizada em sua produção. “Além de não ter os benefícios da massa da amêndoa do cacau, há grande quantidade de açúcar adicionado ao chocolate branco: mais de metade da composição do produto é açúcar, sendo este seu principal ingrediente”, alerta.