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Primeiras rugas aparecem aos 25 anos, aponta dermatologista

Primeiras rugas aparecem aos 25 anos, aponta dermatologista
Os sinais do passar da idade são inevitáveis. Médica explica que para minimizá-los ou mesmo retardá-los o combo de hidratação, uso de protetor solar e acompanhamento anual de especialista é o melhor remédio
Os cuidados com a pele podem gerar inúmeras dúvidas. Como realizá-lo? Com que frequência? Outros questionamentos, a exemplo de “A partir de que idade devo começar a observar ainda mais a minha pele?”, também estão no rol das perguntas muitas vezes não levadas ao esclarecimento médico. Por volta dos 25 anos, nosso corpo já recebe as primeiras rugas, aponta a dermatologista Hercilia Queiroz. A médica classifica-as como leves e explica que elas surgem, em geral, ao redor dos olhos e na testa.
Segundo a especialista, o cuidado diário por meio do uso de filtro solar e produtos no período da noite pode auxiliar no controle dessas “ruguinhas”. “Já a partir de 30 anos, idade em que a fragmentação de colágeno começa a ocorrer, a flacidez se inicia nas pálpebras, o que pode começar a preocupar mais alguns pacientes. Neste caso, a partir da idade, deve-se iniciar, de fato, uma rotina mais cuidadosa da pele, associada a pequenos procedimentos, a depender de cada caso, pois ela vai corrigir rugas que se tornam mais evidentes e prevenir o envelhecimento na pele”, pontua.
Na fase idosa, argumenta Hercilia, há maior tendência da pele ao ressecamento associado à fragilidade das unhas e dos cabelos, devendo-se manter uma rotina regular de hidratação da pele com produtos específicos que vão ajudar na nutrição cutânea. “Isto além de repor nutrientes que favoreçam o crescimento e a manutenção da saúde das unhas e dos cabelos.” Embora em idade avançada a pele já apresente manchas decorrentes do fotoenvelhecimento, o uso do filtro solar também deve compor a rotina de cuidados. A finalidade? Prevenção do aumento das manchas e do surgimento de câncer de pele.
E com as crianças?
Manter uma rotina com produtos de banho que mantenham o pH neutro da pele e hidratação diária é um dos caminhos para a educação higiênica da pele e, claro, sua proteção. “Recomenda-se uso regular de filtro solar antes de exposição ao sol e que se evite exposição excessiva das crianças e de toda a família entre 10 e 16 horas, para prevenir queimaduras solares e surgimento de câncer de pele no futuro.”
Na pré-adolescência e depois de consolidado o período, estendendo-se até a fase adulta, a necessidade passa a ser também o controle da oleosidade da pele, que apresenta maior tendência à acne desde a adolescência. A medida tem a pretensão de evitar, sobretudo, manchas e cicatrizes no futuro. A dermatologista frisa a importância da utilização do filtro solar nesse período. “Precisa ser um hábito em adolescentes e adultos pelo menos 2 vezes ao dia: ao acordar e ao meio-dia.”
Pele e procedimentos menos invasivos
O comportamento da população tem mudado nos últimos anos quando o assunto é intervenção cirúrgica, uma vez que em meio aos benefícios dos procedimentos menos invasivos estão recuperação mais ágil e preços mais acessíveis. “Entre os procedimentos não-cirúrgicos mais procurados destacam-se aplicação de toxina botulínica, para tratamento de rugas móveis; preenchimento com ácido hialurônico na face, pescoço, colo e mãos, para reestruturar volume na área tratada e corrigir e hidratar rugas mais profundas; e bioestimuladores de colágeno, que promovem um estímulo na pele mais flácida, melhorando globalmente face e pele, dando mais brilho e viço a área tratada.”
Infusão de medicamentos na pele, com a aplicação de ativos na pele e couro cabeludo para auxiliar no tratamento de rejuvenescimento, alopecia e cicatrizes; peelings químicos, que favorecem a renovação da pele, proporcionando clareamento e rejuvenescimento; tecnologias como lasers, ultrassom microfocado e radiofrequência, que auxiliam bastante no rejuvenescimento, clareamento e tratamento de flacidez e estrias; indução percutânea de colágeno com agulhas (IPCA), que oferece com microagulhas tratamento de manchas, cicatrizes, estrias, rugas e alopecia; e tratamento com aplicação de enzima para gordura localizada compõem também o rol de procedimentos menos invasivos.
“A idade para se submeter a eles depende da avaliação especializada do médico especialista, dermatologista ou cirurgião plástico, podendo ser indicado a partir de 25 anos. Mas cada paciente apresenta um plano individual de tratamento definido pelo médico.” Hercilia pondera, contudo, que o melhor mesmo é manter uma rotina de cuidados mínimos de higiene da pele e aplicação de filtro solar e o acompanhamento pelo menos anual de um dermatologista para indicar produtos e procedimentos que freiem o envelhecimento e, claro, diagnosticar e tratar doenças na pele, assim como prevenir o surgimento de tumores cutâneos.

Laura Bandeira Jornalista Âncora Comunicação