Esporte Radical

Bodyboarders mulheres reúnem-se para fortalecer o esporte no Ceará

44 5

Foto: Venicius Almeida

Com muitas risadas e companheirismo, mulheres que têm a mesma essência da paixão pelo mar formam o grupo Bodyboarding Feminino Ceará

O ano de 2017 veio com grandes novidades para o fortalecimento do bodyboarding feminino cearense. Em julho, a atleta profissional, Rebeca Fontenele, teve a iniciativa de reunir, presencialmente, praticantes da modalidade, desde às pioneiras, atletas e free bodyboarders. Daí surgiram os Encontros Bodyboarding Feminino Ceará.

A ideia nasceu a partir de um grupo de WhatsApp, somente para mulheres bodyboarders, idealizado por Karla Leão. Desde então, a comunidade não parou mais de crescer e a união veio naturalmente. Todas têm a mesma visão para com o esporte, por buscarem a verdadeira essência que motiva a prática, como a diversão, a amizade, o contato com a natureza e a saúde.

Foto: Venicius Almeida

“Estou muito feliz com o que está acontecendo. Vejo as meninas do bodyboard mais fortes e unidas. A intenção desses encontros é unificar a categoria, enxergando além das competições. As meninas treinam e usam o bodyboard como estilo de vida, até porque nem todas gostam de competir”, relata Rebeca.

A atleta ainda diz: A visão é que a nova geração colha os frutos. É necessário um despertar para que o esporte continue. Grandes destaques cearenses como Isabela Sousa, que é tetra campeã mundial, e Patrícia Setúbal tem alcançado um ótimo espaço em campeonatos mundiais. Isto deve proporcionar, ainda mais, o fortalecimento da categoria”.

Pioneiras avante

Franci Manenti, Patrícia Brasil e Graziela Monteiro

A primeira mulher a pegar onda de bodyboard no Ceará foi Patrícia Brasil, 47 anos, em 1985. A ex-atleta participou de competições por sete anos e logo mudou-se para Natal. Depois que teve filhos, diminuiu a frequência nos campeonatos e, por fim, parou de praticar o esporte. Com a criação do grupo, Patrícia voltou a pegar onda.

“Acho muito válida essa união das mulheres no esporte, para o estado. Isto valoriza a modalidade que sempre sofreu pela falta de visibilidade”, ressalta Patrícia.

Outra pioneira é Graziela Monteiro, 46 anos, que na época estudava com Patrícia que a chamou para pegar onda também. Desde então, as duas competiam e passaram a amar o bodyboarding. Entretanto, Grazi também acabou deixando o estado e foi morar em Salvador, mas, depois retornou para “terrinha do sol”. “Esse grupo está sendo muito maravilhoso, por estar fazendo amizades e reencontrando a galera das antigas. É como se eu estivesse voltando a ser mais nova”, afirma Grazi.

A ex-atleta, Franci Manenti, 46 anos, começou a competir um tempo depois, mas, acabou indo embora do Brasil. Retornou para o país, há um ano, e reencontrou as antigas parceiras no grupo Bodyboarding Feminino Ceará. A sua energia contagiante faz com que o todas fiquem ainda mais animadas. A Franci ama proporcionar novidades.

Agora é só alegria. Todas estão desfrutando bastante dessa novidade que movimenta, diariamente, a vida das bodyboarders, seja pelo WhatsApp, marcando aquele surf na semana cedão, antes do trabalho, ou final de tarde. Também, nas reuniões aos finais de semana e, claro, com os encontros mais elaborados que emanam muita satisfação e alegria de maneira bem espontânea.

Fique antenado

O primeiro Encontro Bodyboarding Feminino Ceará aconteceu na Praia do Futuro, nos coqueiros ao lado do Órbita Blue. Já, o segundo foi na barraca Tempero do Mar (@temperodomarfortal). Se quiser participar dos próximos, basta seguir e acompanhar o instagram: @bodyboardingfemininoce.

Queria surfar mas não tem coragem? Aproveita e faz @auladesurf, com Túlio Germano.

Veja o vídeo do II Encontro Bodyboarding Feminino Ceará:

Imagens e edição: Venicius Almeida.

Recomendado para você