Estrela Polar

Michael Caine reflete sobre papéis gays no cinema e beijar Christopher Reeve

O renomado ator Michael Caine falou sobre os papéis gays que ele se desafiou a fazer na década de 70 e 80, e ainda ao beijo que deu em Christopher Reeve.

Fazer um papel de um personagem gay, ainda é um risco para um ator em Hollywood, até hoje, mas Caine, agora com 85 anos, não se arrepende dos seus trabalhos.

“Foi um pouco arriscado fazê-los. Algumas pessoas disseram, ‘Você realmente quer fazer isso, Michael? As pessoas vão pensar que você é gay.’ e eu disse ‘Não, eles não vão. Eles sabem que eu sou um ator’.”

Ele se lembrou de como as pessoas disseram que isso mataria sua carreira, e isso poderia até mesmo prejudicar sua vida amorosa.

Em seu papel pelo thriller “Armadilha Mortal” de 1977, filme adaptado de uma peça da Broadway, Michael Caine beijou o também protagonista Christopher Reeve. Reeve que é o eterno Superman da década de 70.

“Nenhum de nós jamais havia beijado outro homem antes, então bebemos alguns copos de conhaque”, contou o ator. “Então, quando chegou a hora do diálogo, não conseguimos lembrar do texto. Então o beijo foi um pouco desastroso.”

O historiador Vito Russo, do livro sobre personagens LGBT na cultura do cinema, The Celluloid Closet, relatou que o beijo entre os personagens foi recebido com vaias em Denver, Colorado.

Jordan Schilderout, em seu livro Murder Most Queer, diz que assistiu a uma exibição em que um membro da platéia gritou: “Não, Super-Homem, não faça isso!” no momento do beijo.

Vemos uma abertura maior quanto a interpretação de um ator a um papel gay, mas o problema de um ator gay em Hollywood é algo real. E podemos até trazer para os atores das nossas novelas brasileiras. A sexualidade de um ator ainda é fator relevante para o talento deles? Um ator gay poderia fazer sucesso sendo um “galã” no cinema atual?

Recomendado para você