Estrela Polar

Relatório de filmes da GLAAD mostra que a representatividade LGBTQ aumentou

De acordo com o instituto americano GLAAD, Aliança de Gays e Lésbicas contra a Difamação, a representatividade de personagens LGBTs em filmes aumentou de 2017 para 2018.

Ano passado, 2018, dos 110 filmes lançados pelos maiores estúdios de Hollywood, 20 contaram com LGBTQi+ no roteiro. O número é um avanço comparado ao ano anterior, que foi de 14 personagens para 109 filmes.

O relatório da GLAAD ainda mostra que há uma igualdade entre personagens gays e lésbicas, com 55% de personagens no total dos filmes. Bissexuais aparecem menos, com 15% de personagens. E, infelizmente, por dois anos consecutivos personagens Trans não entraram em nenhum dos maiores filmes do mundo.

Entre os estúdios com mais diversidade, temos a 20th Century Fox com 40%, a Universal Pictures com 30%, depois a Warner Bros com 22% e a Paramount com 20% de filmes com personagens LGBTs. A Paramount Pictures e a Sony Entertainment tiveram números insuficientes. A Disney e Lionsgate foram os estúdios com piores resultados com 0% de representatividade nos filmes de 2018.

“O sucesso de lançamentos como ‘Com Amor, Simon’, ‘Deadpool 2’ e ‘Não Vai Dar’, trouxe um frescor para histórias de diversidade para o público ao redor do mundo e isso elevou o nível de inclusão. Os estúdios estão finalmente discutindo sobre os pedidos da comunidade LGBTQi+ e aliados no mundo, que querem ver mais diversidade nos filmes”. Disse a presidente do GLAAD, Sarah Kate Ellis, no fórum de discussão que apresentou o relatório.

Megan Townsend, diretora de pesquisas de entretenimento do GLAAD à EW, contou que entende que essa inconsistência vai se repetir por anos ainda. “Estamos monitorando o espaço todos os dias e mantendo os olhos abertos. Agora, com seis grandes estúdios, estamos atentos a grandes oportunidades para mais personagens LGBT nos filmes que foram recentemente anunciados e que estão chegando no ano que vem.”

Algumas tentativas de incluir personagens bem pequenos à filmes grandes estão mais comuns, mas não tão eficazes. Como a participação do diretor Joe Russo em “Vingadores: Ultimato”, o maior filme da Marvel Studios, que faz parte da Disney.

Escute nossa edição do podcast O Orgulho Contra-Ataca sobre a representatividade nos filmes dos Vingadores:

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