Fora da Ordem

Homem-Aranha e os Campeões é a melhor surpresa da Marvel pós-Guerra Civil 2

Nova, Ms. Marvel e Homem-Aranha

Vez ou outra um grande evento muda o rumo dos heróis do Universo Marvel nos quadrinhos. O mais recente é Guerra Civil II, que dividiu os grupos liderados por Homem de Ferro e Capitã Marvel em um debate moral a partir dos poderes do jovem Inumano Ulysses. Mas essa é outra história.

Com o fim da Guerra Civil II, a interessantíssima Kamala Khan, sob o manto da Ms. Marvel, se demite dos Vingadores e reúne um grupo de jovens heróis da nova geração para colocar ordem no mundo. Eles ficam conhecidos como Campeões.

Além dela, o Homem-Aranha de Miles Morales, Nova (Sam Alexander), Hulk (Amadeus Cho), a filha do Visão, Viv Visão e um jovem Ciclope do passado formam o time. E o que surge desse grupo é uma sucessão de histórias hilárias e bem relacionadas com a atualidade.

Escrita por Mark Waid e desenhada por Humberto Ramos, Campeões é apenas uma das melhores coisas que a Marvel lançou em 2017. A série é um novo fôlego no meio de momentos de claro cansaço da editora, a exemplo da própria Guerra Civil II.

Waid, aliás, continua em forma e fazendo o que sabe de melhor: contar boas histórias, mais leves e não menos inteligentes. Com juventude exalando em cada página, ele resgata características essenciais no gênero. Heroísmo e, principalmente, esperança.

O estadunidense é o cara que a Marvel chama quando precisa revitalizar algum dos seus heróis. O exemplo recente mais bem sucedido é Demolidor, que entrou em uma excelente fase graças ao autor.

“Nós podemos fazer as pessoas voltarem a acreditar naquilo pelo que lutamos!” – Kamala Khan, a Ms. Marvel.

A bela capa da primeira edição faz a transição da primeira equipe, de 1978, para a nova, quase 40 anos depois. Motoqueiro Fantasma, Hércules, Homem de Gelo e a Viúva Negra formavam a equipe original.

Aqui, há um claro objetivo de atrair o público mais jovem. Não apenas pelas histórias do inexperiente Morales, mas por falar com um público que não precisa de grandes sagas e narrativas exatamente complexas.

Fica a sensação de identificação e cumplicidade com os dramas apresentados. Algo que estava em falta nas HQs.

E como sempre pode melhorar, a partir da segunda edição a revista vai trazer também as histórias de Miles Morales. O Homem-Aranha Ultimate. Seus próprios criadores, Brian Michael Bendis e Sara Pichelli, comandam suas edições.

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