Futebol do Povo

Ao não vender Ricardinho por um milhão e meio de reais, Ceará deixa de fazer maior negócio de sua história, mas mostra força

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Precisando contratar para dar uma satisfação ao seu torcedor diante da má fase, o Vitória ofereceu um milhão e meio de reais ao Ceará pelos direitos de Ricardinho. O valor, especulado inicialmente em um milhão, corresponde a 3/4 do total da multa, que é de dois milhões de reais.

Entre os diretores do Ceará a decisão de não liberar o jogador não foi unânime. Do ponto de vista financeiro a proposta era muito boa, representaria a maior negociação da história do alvinegro, ainda mais para um atleta de 29 anos e com contrato sendo encerrado em seis meses. Alguns diretores queriam fazer o negócio mas, entretanto, pesou a importância técnica de Ricardinho, o que ele representa como força e liderança na equipe.

Quem defendeu a permanência do meio-campista, como foi o caso do vice-presidente Robinson de Castro, pensou num possível acesso para a Série A e por isso apenas a multa integral, caso seja paga, será suficiente para tirar Ricardinho do clube. Outro detalhe: a diretoria confia que o atleta não vai deixar de render em função de uma possível frustração. Já são três anos de clube e para consolidar a relação vai oferecer um novo contrato com aumento de cerca de 80%.

A situação não deixa de ser emblemática para o Ceará. Anos atrás o clube nem conseguia fazer contratos longos com seus jogadores, quanto mais ouvir propostas com valores interessantes para liberá-los. É uma mudança de paradigma. Ao recusar um milhão e meio de reais o alvinegro aposta em subir – e o futebol é sempre uma aposta – e receber pelo menos 20 milhões no ano que vem na primeira divisão.

Sobre a renovação do contrato, o empresário de Ricardinho chegou a Fortaleza nesta quinta. Reuniões estão agendadas para esta semana. Um acordo tem chance de sair.

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