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Ceará: as contas para o time não ser rebaixado

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Faltam 25 rodadas para o fim da Série B. Com apenas uma vitória em 13 partidas o Ceará é o último colocado da competição. O time tem oito pontos, frutos de uma vitória, cinco empates e sete derrotas. São 11 partidas sem vencer na Série B – 12 no total – e o elenco alcançou a pior série histórica do clube desde que o torneio é disputado em pontos corridos.

Restam seis partidas para o fim do primeiro turno e é urgente que a equipe consiga somar pontos em sequência. Independente disso a hora é de fazer contas, projetar possibilidades, acompanhar históricos recentes.

A situação do Ceará é delicada. O atual aproveitamento é de 20,5% dos pontos. Basicamente, o time conquista um ponto a cada cinco disputados. Com essa projeção terminaria com apenas 23 pontos, rebaixamento certo uma pontuação que seria completamente lamentável sob todos os aspectos.

Na história da Série B com pontos corridos – desde 2006 – já ocorreu de um time se salvar com 43 pontos – o mínimo – e cair com 47 – o máximo. O quadro abaixo, elaborado pelo estatístico Thiago Herculano, mostra de maneira clara:

quadro

Na edição atual o aproveitamento das equipes que estão entre as piores é muito baixo. Hoje, um time com 13 pontos – um ponto por jogo – estaria fora da zona de rebaixamento, tanto que a previsão deste momento aponta que até com 38 pontos uma equipe estaria salva. A tendência, porém, não é essa. Quando estudamos as mudanças de aproveitamento histórico de um turno para o outro é fácil notar uma melhora, o que aumenta o número de pontos necessários para fugir da Série C.

Se considerarmos a média de 46 pontos para uma equipe se salvar com alguma tranquilidade, o Ceará deve conquistar mais 38 pontos dos 75 que restam. Isso corresponde a 12 vitórias e dois empates nos 25 jogos pela frente. Há outras alternativas, como 10 vitórias e seis empates mas, efetivamente, o péssimo aproveitamento atual de 20,5% precisa ser praticamente triplicado.

A missão do técnico Geninho e do elenco não é desesperado, mas está bem longe de ser confortável. Não há mais muito espaço para tropeços em casa e derrotas. Com o novo treinador a equipe empatou três vezes na Série B, melhorou o posicionamento defensivo, mas do ponto de vista ofensivo a situação é extremamente delicada. Falta qualidade, criatividade, poder de improvisação, competência. De empate em empate a equipe não vai se salvar e é fundamental que a postura e os resultados mudem o quanto antes porque a pressão tende a aumentar rodada após rodada.

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