Futebol do Povo

No Fortaleza, a força dos jogadores torcedores

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daniel

Projetar a fase decisiva da Série C é o que mais torcedores, jogadores e diretores do tricolor têm feito. Subir para a Série B é, mais uma vez, a grande missão do Fortaleza e se o desafio não for alcançado não será por falta de coesão do grupo.

Uma das situações recentes mostra isso. Pio saiu insatisfeito da partida contra o Botafogo-PB, sábado passado, mas dirigentes do futebol já conversaram com o jogador, que se retratou e disse que foi o excesso de vontade que provocou tal reação. Marcelo Chamusca não fez alarde e o barco seguiu.

Um outro ponto que chama a atenção é o número de atletas torcedores do Fortaleza no elenco. Daniel Sobralense – que esteve nesta terça-feira no Futebol do POVO – e Éverton, por exemplo, fizeram questão de atuar pelo clube na atual temporada. Titulares absolutos e fundamentais – ambos estavam há duas décadas atrás torcendo para o time, nas arquibancadas, sofrendo, vibrando e têm total noção da importância do momento. Evidente que não estão jogando de graça, mas tinham mercado para times de outras divisões e salários bem mais altos do que os vencimentos atuais. Dudu Cearense é outro torcedor do clube e se não tem ajudado mais por não ser titular, é referência. Foi um que ajudou na vinda de atletas como Ricardo Jesus. Maranhão e Thiago Azulão são outros que conhecem muito bem o Fortaleza. Os dois têm torcedores próximos e fanáticos em suas famílias.

Ao lado dos jogadores torcedores, há lideranças fundamentais e experientes, como Corrêa, Adalberto e Lima. São os olhos de Chamusca dentro de campo. Tudo isso ajuda na rara coerência de pensamento entre comissão técnica e atletas. Dirigentes do clube confirmam que jamais viram um grupo tão comprometido.

Se esse momento vai eclodir no acesso para a Série B não é possível prever. Os fracassos recentes na terceira divisão estão na memória, mas o trabalho que tem sido feito é responsável e o melhor dentro das limitações do clube.

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